domingo, 22 de Novembro de 2009

FAZER



O universo dispões de todas as oportunidades, é algo que se faz a quatro mãos, apenas temos que as agarrar (as oportunidades) e fazer algo de produtivo com elas, o maior “inimigo” será a nossa “preguiça” que segrega ao nosso ouvido que deitar um niquinho e deixar para amanhã é bem melhor.

Claro que não conseguimos fazer nem por perto o que a nossa imaginação propõe, mas que seria a vida sem isso mesmo, não é mesmo a sensação que nos falta algo que faz o mundo girar!

Todos os dias chegam novas ideias, claro que os velhos hábitos se opõem firmemente, que tal alimentar o que se deseja e fazer algo para os realizar!

Se a vida nos dá aparentemente limões bem azedos, que tal em vez de reclamar, fazer uma deliciosa limonada!

Fiquem bem

domingo, 1 de Novembro de 2009

Antoine De Saint – Exupéry e o seu Principezinho!


Apenas e simplesmente o meu entendimento sobre o texto!



16.ª Edição da Editora Caravela Lda.



Grandiosa conversa do autor com a sua criança interior, sim, para mim é exactamente disso que o livro fala.







Pg 10 – “………… e dedicar-me antes à geografia, à história, à matemática e à gramática. Foi assim que, aos seis anos, me vi …….”



É a velha sempre actual “estória” da castração que a sociedade nos impõe, ainda hoje muito se utiliza essa forma de manipulação no formato sério de boas intenções, é errado mas quem o faz é com boas intenções, por isso, quase sempre sorrio quando me afirmam que o importante é a intenção!

Quando dizemos aos nossos filhos que têm de estudar dado que eles é que irão escolher se querem ser a Doutora Maria ou a tarefeira Maria, ao nossos pais em nada estão preocupados com a nossa felicidade, estão sim preocupados com a nossa segurança, sim, apenas e simplesmente por que já esqueceram o que é o amor, o que é a felicidade e simplesmente sentem a necessidade de nos forçar a ter segurança.



Pg 11 – “……Queria apurar se ela era mesmo capaz de perceber alguma coisa. Mas invariavelmente ……” “ …. tive uma avaria em pleno deserto….”



Sempre a eterna busca de quem vibra na mesma frequência, sempre a incessante procura das nossas “almas gémeas” e deserto tem o sentido de solidão, o deserto interior da nossa vida.



Pg 11 - (repetido dado aqui ser a parte mais “importante”) “Na primeira noite, deitei-me em cima da areia e adormeci……”



Para mim, é aqui, nesta noite que chegou o pacote de informação e o contacto com a criança interior, é nesta noite que tudo se passa, acontece com a entrega, com o abrir do coração. Como aparece? Aparece no formato de clique, assim “Por favor…. Desenha-me uma ovelha!”



Pg 14 – “isto é a caixa. A ovelha que tu queres está lá dentro.”



É a redescoberta da imaginação pura, algo que sempre ao longo da nossa educação foi sendo reprimido, é o ver com o coração!



Pg 22/23/24 – “E, com efeito ……. (até) …… com três arbustos…””



Tem a ver com a nossa limpeza interior, como um pequeno pensamento/ideia se pode tornar um conceito, depois um preconceito e depois uma obsessão se o/a deixarmos crescer, o discernimento da nossa balança interior tem que estar sempre afinado para realmente descortinar o que é importante e o que não o é!



Pg 27/28 – “ para que servem os espinhos? ………. “



Os espinhos são as nossas armaduras, as nossas mascarás, nelas nos sentimos protegidos, mas é apenas ilusório, não deixa que os outros nos vejam como realmente somos.



Pg 30 – “Amar uma flor …. (até) …. É tão misterioso, o país das lágrimas!”



Para mim, à melhor prosa, à mais simples e grandiosa que li sobre o amor incondicional!



Pg 30/31/32/33/34 – (todo o capitulo 8)



Uma excelente parábola sobre a aparente superficialidade, sobre o endeusar outros seres que obviamente têm capacidades mas não todas as capacidades, que são perfeitos em alguns aspectos mas não em todos!



Pg 34 – “….. passou a manhã a arranjar o planeta …….. “nunca se sabe” ….. uma data de aborrecimentos.”



É o trabalho diário que temos que fazer em nós, passamos imenso tempo a cuidar do nosso exterior e pouco tempo a cuidar do nosso interior.



Pg 36 – “A deus – disse a flor ….. vê lá se consegues ser feliz ….”



Realmente a nossa falta de frontalidade tem contornos dramáticos, a necessidade manipulativa que temos para forçar os outros a tomar darem o primeiro passo é terrível, isto, apenas por medo da rejeição.



Pg 36 – “Duas ou três lagartas terei que suportar se quiser saber como são as borboletas.”



É mesmo assim, sem escuridão que sentido teria a luz, sem tristeza que valor se daria à alegria, sem medo que como poderíamos ficar saciados pelo amor. Etc.



As visitas aos “planetas”



O Rei representa vontade de liderar, mas confundimos liderar com comandar, liderar é ser, comandar é dar ordens. É a auto-ilusão de um ser humano querer ser mais que outro ser humano.



O Vaidoso represente a necessidade que temos de sobressair da multidão, sobressair subjugando os outros, sobressair pisando os outros.



O Bêbado representa o apego a matéria, o circulo trabalho/casa/trabalho, representa a rotina, representa o estar perdido no meio de tudo.



O Homem de negócios representa a obsessão por algo que ganha uma dimensão tão grande que nos impede de ver mais, mais longe, mais fundo, de outra maneira.



O Acendedor de candeeiros o aumento de velocidade na nossa vida, a falta de tempo por não direccionarmos de forma útil esta vida que agora temos.



O Geógrafo representa os teóricos, os que se recusam a viver a realidade, os que apenas são cultos em frente a um monitor, os que falam de uma forma e actuam de outra, os que adquiriram demasiados conhecimentos e como não os foram aplicando na pratica agora se refugiam na imagem que criaram e de forma alguma sairão da “toca” pela incerteza de se conseguirão estar a altura da imagem que criaram para os outros.



Pg 62 – “Quando toco em alguém, devolvo-o imediatamente à terra de onde veio ….. Resolvo-os a todos – disse a serpente.”



Representação da morte e de como estamos aqui apenas numa forma transitória, não somos daqui!

Além disso com a “morte” física “toda” a informação fica ao nosso alcanço!



Pg 63 – O eco representa a nossa dificuldade em ouvir o que não nos agrada!



Pg 66 – “Julgava-me muito rico por ter ……mal me chegam ao joelho”



A dificuldade que temos em sair do nosso micro universo, o confortável (mas limitador) do chegar e disser ao empregado – o costumo se faz favor! – Sentimos que somos alguém importante, somos conhecidos e todos nos conhecem, mas, quando saímos, ou ficamos fascinados com o “exterior” e vamos em busca, ou voltamos para o conforto limitador do “costumo”.



Pg 66 - (todo o capitulo 11) “Foi então que a apareceu a raposa.”



Demasiado grandioso, nem me atrevo a comentar!



Pg 74 - (capitulo 12) O Agulheiro



Representa as pessoas que observam, estão certos que os outros estão errados, mas que pouco ou nada fazem para ajudar.



Pg 76 - (capitulo 13) O vendedor



Apenas a representação dos degraus que não nos levam a parte nenhuma.



Pg 81 – “Aquela agua muito mais que um alimento. Nascera da caminhada sob as estrelas, do canto da roldana, do esforço dos meus braços.”



Simplesmente e genuinamente o exercício puro da co-criação em acção.



Fico por aqui, é apenas uma coisa de nada comparando com a grandeza do livro, é apenas a minha opinião sobre umas pequeníssimas partes do livro, não tem de forma nenhuma de ser igual a tua, mas também pode ser, quem já leu, seria bom reler, quem nunca leu, que tal pensar em ler.



Fiquem bem

domingo, 18 de Outubro de 2009

Tu és totalmente responsável por tudo que te acontece


Por Sílvio Mateus Tarquini, Psicanalista Clínico

E como melhorar? Primeiramente, é preciso se conhecer profundamente, para, em seguida, escolher e aplicar uma ferramenta adequada à sua autotransformação.

Inicie sua auto-análise perguntando-se: eu sou uma pessoa positivista?

Antes de responder, analise as seguintes situações comuns:

1. Quando alguém lhe pergunta COMO VAI? Você responde: "mais ou menos", "vou indo", "vou vivendo", "levando" ou desata a contar a todos os seus problemas. Se você se encaixa nessas situações ou similares, vai continuar MAIS OU MENOS, INDO, LEVANDO, VIVENDO como sempre, além de agravar os seus problemas por estar emanando repetidamente as respectivas ondas negativas cada vez que fala com alguém.

2. Quando fica doente, conta para todos, numa tentativa (consciente ou inconsciente) de atrair atenção (e a compaixão) pela dor? Se procede desta maneira, sua auto-estima deve estar muito baixa. É possível atrair a atenção (e a admiração) pelas suas qualidades que, com certeza, devem ser muitas.

3. No ambiente de trabalho, quantas vezes se flagrou pensando: "ninguém me dá o justo valor", "trabalho como um burro de carga e ninguém reconhece", "ele não faz nada e ganha muito mais do que eu, que injustiça", "ele é um incompetente", "esta empresa é uma droga" e outras que você já deve ter se lembrado.

Já lhe ocorreu que as pessoas ao seu redor REAGEM às ondas que você emite? Como quer ser reconhecido, ganhar mais, trabalhar numa empresa melhor, atrair bons colegas etc., se dentro de você existem apenas críticas e lamentações? Que ondas você está emitindo, positivas ou negativas?

4. Na área afetiva, quantas vezes se flagrou pensando "ninguém me ama", não consigo ter alguém", " fulano ou fulana vive me magoando", "pensa que me engana", "aposto que está mentindo", "quanta cobrança", "assim não dá", "se quiser, vai ser assim", "no início era gentil, agora ...", etc.

Como pode almejar um relacionamento harmonioso se não acredita em você e em seu parceiro ou parceira? Como quer ser amado ou amada se não se ama? Como deseja ter alguém, se não faz concessões? Como quer fidelidade se não acredita que isto seja possível?

No início falamos em crenças absorvidas de nosso meio, lembra-se? Quando era criança, quantas vezes ouviu de seus pais "você não faz nada direito", "esta conversa é de adultos, retire-se", "você é irresponsável", "não adianta mesmo, você não aprende" etc. As críticas sempre foram muito mais enfatizadas do que os elogios. E se já tem filhos, quantas vezes falou o mesmo para eles, quantas críticas foram feitas em relação a cada elogio?

Assim, como alguém tão humilhado e desvalorizado poderá se tornar uma pessoa positivista?

Ainda no ambiente familiar, quantas vezes presenciou discórdias entre seus pais? E quantas vezes os presenciou namorando? Qual foi a imagem que eles projetaram da vida, fácil, agradável ou dura e difícil? E se você já tem filhos, qual é a imagem que está projetando para eles?

Como você está neste momento de sua vida? Feliz, saudável, satisfeito sob todos ou quase todos os aspectos? E você acredita que isto é possível? Ou costuma afirmar que "não se consegue tudo na vida, quando um lado está bom, o outro despenca" ou " até que enfim algo de bom está acontecendo para COMPENSAR o resto". Então você acredita que o bom somente existe como forma de compensação?

Finalmente, reflita sobre os aspectos positivos de sua vida. Você consegue enxergá-los mesmo em situações bastante complexas? Ou presta mais atenção aos aspectos negativos? Quando se lembra do passado, fica remoendo os maus acontecimentos ou adora se lembrar dos bons? Você agradece, antes de dormir, por tudo de bom que lhe ocorreu ou dorme pensando nos problemas?

Depois desta análise, responda-me, você é uma pessoa positivista?

Fiquem Bem

sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

O Pequeno João Sem Nome


Alguém saberá a quem dedico estas linhas!

O Pequeno João Sem Nome nem um mês de vida durou, já estava doente quando nasceu, aqueles que lá estavam mal o mantinham vivo, eles no íntimo sabiam que não iria conseguir, apenas o podiam manter quente e alimentado, ele morreu por conta própria, assim como se esperava.

O Pequeno João Sem Nome veio e foi, aparentemente num piscar de olhos, menos de um mês de sofrimento e tristeza, possivelmente a maioria de quem lê estas linhas nem por sombras quereria lá ter estado, usualmente nós não pensamos sobre isto, porem, também não podemos fingir que não existe.

Humanistamente, qualquer um de nós que tivesse junto dele teria chorado cada minuto da sua vida, isto porque somos construídos para amar, cada célula do nosso corpo é projectada para se preocupar com as crianças, agir quando se vê uma injustiça.

Então podemos perguntar, onde e como se encaixa então o esquema no Universo? Onde está Deus para deixar inocentes sofrerem assim?

Podemos dizer, e para quê, qual a necessidade de passar por aquilo?

Familiares e amigos deram suporte aos pais, que estavam transtornados, muitos deles com uma intensidade incrível, alguns ficaram de joelhos diante de Deus, implorado aos Santos, chamando por Deus, outros foram a igreja procurar apoio, todas as pessoas espirituais a sua volta rezaram para que o Pequeno João Sem Nome melhorasse, eles oraram para Deus: Pediram por um milagre!


Os Pais, eles pediram aos Santos para estarem com ele, para o ajudarem em tudo, pediram para que os Anjos o protegessem e o curassem, ficaram de joelhos, choraram e lamentaram, assim como pais amorosos fazem em situações horríveis como esta. Depois seus amigos vieram e colocaram suas mãos sobre eles, abraçaram e seguraram suas mãos.

Ele não sobreviveu, os detalhes do toda a situação deixariam cicatrizes na memória dos
Pais para toda a vida, alguns dos amigos que oraram arduamente viraram-se contra Deus. Eles disseram, o que adianta rezar se não funciona? Onde estavam os santos quando precisamos deles? Alguns descartaram seus santos, e muitos precisaram fazer a pergunta: Onde estava Deus quando o pequeno João sem nome precisou dele?

O Pequeno João Sem Nome tinha um Eu Superior, 0 Pequeno João Sem Nome e aquele Eu Superior tinham um acordo para virem para a Terra para criarem exactamente o que aconteceu, para passar por aquilo.

Apesar das preces, apesar de todo o potencial de intervenção angelical, nenhuma entidade exterior neste planeta pode mudar a absoluta livre escolha de outro ser humano, o Pequeno João Sem Nome estava em contacto com seu Eu Superior duma forma que possivelmente poucos podem compreender.
Juntos num nível bem mais elevado e mais grandioso do que se pode imaginar que uma criança pudesse ir, ele e seu Eu Superior reviram o motivo pelo qual ele tinha vindo para a Terra, quando esta revisão terminou, o Eu Superior fez uma pergunta para ele: queres mesmo por isto? Qual é a tua decisão?

Por que isto deveria acontecer? O que o Pequeno João Sem Nome sabia algo que era desconhecido por nós, num nível preenchido com sacralidade, ele sabia que o que iria aconteceu afectaria muitas pessoas, algumas precisavam de examinar a espiritualidade, algumas precisavam de sair de cima do muro e decidir qual o significado de Deus.

Cada um teria uma reacção, uma reacção que poderá durar uma vida inteira, o aparente sacrifício de um foi preparado para providenciar a iluminação para alguns.

O Pequeno João Sem Nome não era tão pequeno assim, ele era um gigante entre os humanos.

Foi-se embora e logo em seguida e voltou, isto é, assim que foi apropriado, ele até se juntou novamente ao mesmo grupo que tinha deixado.

Eles nunca perceberam, talvez nem acreditassem.

Fiquem bem

quinta-feira, 1 de Outubro de 2009

DESCULPA (ou talvez não!)


Usualmente quando somos apanhados em erros (e tal reconhecemos) pedimos desculpa, pois, raramente serve de alguma coisa, raramente aprendermos e interiorizamos o erro para servir de aprendizado, o que na maioria das vezes queremos é limpar a nossa imagem num relâmpago político e manipulador.

Quando realmente o pedido de desculpa é genuíno, realmente aprendemos, isto é, possivelmente nunca mais iremos repetir esse mesmo erro, então sim, ficamos então um pouco maiores por dentro, com mais umas coisas arrumadas, permite então que passe a existir espaço para o que se seguir!

Possivelmente em vez de “desculpa” seria melhor dizer “não leves a mal”

Fiquem bem

domingo, 20 de Setembro de 2009

A lição da borboleta


Um dia, uma pequena abertura apareceu em um casulo. Um homem sentou e observou a borboleta por várias horas, conforme ela se esforçava para fazer com que seu corpo passasse através daquele pequeno buraco.

Então pareceu que ela havia parado de fazer qualquer progresso.

Parecia que ela tinha ido o mais longe que podia, e não conseguia ir mais.

O homem decidiu ajudar a borboleta: ele pegou uma tesoura e cortou o restante do casulo.

A borboleta então saiu facilmente. Mas seu corpo estava murcho e era pequeno e tinha as asas amassadas.

O homem continuou a observar a borboleta porque ele esperava que, a qualquer momento, as asas dela se abrissem e esticassem para serem capazes de suportar o corpo que iria se afirmar com o tempo.

Nada aconteceu!

Na verdade, a borboleta passou o resto da sua vida rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas.

Ela nunca foi capaz de voar.

O que o homem, em sua gentileza e vontade de ajudar não compreendia era que o casulo apertado e o esforço necessário à borboleta para passar através da pequena abertura era o modo com que o universo fazia com que o fluido do corpo da borboleta fosse para as suas asas, de modo que ela estaria pronta para voar uma vez que estivesse livre do casulo.

Algumas vezes, o esforço é justamente o que precisamos em nossa vidas.

Se o universo nos permitisse passar através de nossas vidas sem quaisquer obstáculos, ele nos deixaria fracos.

Nós não iríamos ser tão fortes como poderíamos ter sido. Nós nunca poderíamos voar...

Autor desconhecido

Fiquem Bem

quarta-feira, 16 de Setembro de 2009

A minha filhota também escreve!


Algo que a minha filhota escreveu no sue hi5 (que ela nem sabe que sigo)

Com 15 anitos ainda não me pode processar por “plagio” (hehehe), alem disso ela nem sabe que este blog existe (chuuuiiiiiiiiiiii)

Fiquem bem

(SIC) lembro-me como se fosse hoje, era um dia cinzento , nublado , fazia algum frio e tinha chovido , por isso a estrada estava molhada e escorregadia. Era um dia de Inverno.
sei que a minha mãe me ligou e perguntou-me se podia ir para casa , a voz dela pareceu-me triste , mas na altura não liguei muito, respondi que sim e também referi que não tinha mais aulas. também perguntou-me pela minha prima e por mero acaso ela também não teve aulas , pediu-me então para ir buscá-la e irmos para casa.
Tenho a imagem de a rua nua e as arvores despidas , ninguém estava na rua, achei um pouco estranho porque aquela rua costuma ser movimentada, mas pensei que fosse devido ao tempo , os carros estavam estacionados nos dois lados da estrada , não me lembro das horas.
Pelo caminha falamos sobre o avô e o facto de ele estar no hospital , ter uma certa idade e a possibilidade de estar quase a morrer. pareciamos mulheres a falar da morte , estavamos serias e a ideia não nos assustava , parecia normal , algo que conseguiriamos lidar.
Cheguei a casa com um tipico sorriso , mas vi a sala escura , a luz estava apagada , tornado a escura e fria sala ainda mais escura . toda a gente estava com roupa preta , cabeça baixa , lenço de papel na mao , estavam tristes , mas não entendi , fiquei assustada, foi então que a minha mãe nos disse o que se tinha passado , senti o meu sorriso a desaparecer e lagrimas a cair pela minha face , como por artes mágicas , vi a minha avo a sair do quarto e sei que me abraçaram com força , chorei muito , muito , como nunca tinha chorado antes. Foi ai que entendi o verdadeiro significado da morte , não era nada do que eu pensava que era , nada do que eu sempre falara . era pior , muito pior , a ideia de que quem gostamos , já não está presente , aliás nunca mais estará , é mais assustadora quando o sentimos , porque a falar parece uma coisa triste , mas banal.
tenho as palavras presas na minha cabeça : 'O avô morreu' .
Aquele homem de olhos azuis claros , cabelo grisalho , cerolas brancas, com uma supresa todos os dias para mim , um rebuçado , uma boneca .. nunca mais o vou ver , tenho saudades dele , saudades dos beijinhos , saudades de quando ralhava conosco , saudades daquela voz autoritária , tenho saudades do meu avô , sim do meu avô. o meu avô que sempre esteve presente na minha vida , acho que de quem gostamos nunca deveria desaparecer , não gosto da sensação de perder alguém , não quero voltar a senti-la , odeio-a. quero o meu avô de volta , mas isso não é possivel porque ?
deveria ser .
tenho um buraco no meu coração , nunca o vou conseguir preencher , porque só tu estavas nesse lugar , nesse trono que é teu.

tenho saudades tuas , amo-te AVÔ ! JURO QUE TE AMO @ és eterno (LL)

25/OUT/04 :'(

domingo, 13 de Setembro de 2009

Roupa estendida


Bem, com base numa “epifania” duma Amiga minha!

As mulheres (possivelmente a maioria) são um tédio a estender roupa, isto segundo observação dessa amiga, fica tudo estendido de forma perfeita (aborrecida), bem, primeiro as toalhas todas juntas, depois as calças, finalmente as cuecas e depois as meias (claro, todas aos pares).

- Olá, eu sou a meia do pé direito
- E eu sou a meia do pé esquerdo!

E pronto, acabou a conversa!

Apenas quando são homens a estender a roupa (creio que esta me vais sair cara! Hehehe) é que realmente existe a possibilidade de uma meia dialogar com umas cuecas, com uma toalha, enfim conhecer outros, embora diferentes também são roupa!

Pois, se quisermos olhar duma forma superficial, dá para sentir algum humor, também se quisermos “ver” duma forma mais profunda se poderá ir mais longe, dar forma a como esta nossa sociedade se organiza, ao menos a vontade em lidar com quem é diferente, enfim, cada um que decida.

Enfim, poderei dizer que conheço alguém que criou uma parábola!

Fiquem bem

quinta-feira, 10 de Setembro de 2009

Respiração, o importante desconhecido!


Da mesma forma que tudo se iniciou nesta actual vida, vamos também iniciar da mesma forma, isto é, com a respiração!



Pode a partida ser visto como fácil, mas acreditem, da fácil nada tem, mas ok, veremos na prática como se processa.



Vamos iniciar com um pequeno exercício que também deve ou deveria ser feito todos dias, apenas uma vez, mas todos os dias.



Pode dar a sensação que nada tem de espiritual, mas claro que apenas numa forma superficial, explico e depois volto a explicar.



É simplesmente trinta e seis respirações profundas, nada mais que isso!



Encher no máximo a caixa torácica, reter durante 3/4 segundos e depois expirar, mas atenção, expirar mesmo tudo, isto é a totalidade do ar, esvaziar totalmente os pulmões.



Repetir trinta se seis vezes!



Tendo algumas dificuldades é possível dividir por dois ou por quatro, em qualquer horário, mas não ultrapassando as trinta e seis por dia.



Existe a possibilidade de nas primeiras vezes se sentir algumas tonturas passageiras, é devido a níveis mais elevados de oxigénio no cérebro, nada demais, será passageiro, se não, reduzir as respirações para um numero mais adequado e ir aumentando progressivamente até se estar a vontade com a quantidade recomendada.



A partir do momento que se consegue respirar as trinta e seis vezes com relativa facilidade inicias a respiração com o diafragmava (usualmente com a barriga) que é a nossa respiração natural, a partir daqui, as meditações nunca mais serão como eram, serão bem mais profundas e intensas. Como ser humanos (quando os níveis de oxigénio eram “normais”) apenas seria necessário respirar com o peito em situações anormais (grandes esforços/perigos…), claro que também temos os conceitos e ditamos da sociedade em que o rácio está padronizado.



O oxigénio actua como combustível do nosso corpo e por inércia também da nossa mente. Ao longa destas ultimas gerações os níveis de oxigénio têm baixado imenso e como um excelente motor inteligente (julga ela) a nossa mente tem feito cortes orçamentais na distribuição do precioso combustível com incidências dramáticas nos departamentos do discernimento, da balança interior e de mais umas coisitas (serão tratadas lá mais para a frente!).



À cem anos tínhamos oxigénio mas não existia informação (como a que temos hoje), hoje temos informação, mas é necessário recorrer a pequenos “truques” como este para se poder equilibrar, ser fumador ou fazer/viver experiências inibidores de oxigénio também é castrador, claro que existem fumadores com muito discernimento e afins, mas claro que poderiam estar a “voar” um pouco mais “alto”



Mas que tal passar a pratica, informação apenas teorizada não tem grandes efeitos práticos!

Fiquem bem

domingo, 30 de Agosto de 2009

PREGUIÇA


A preguiça é mais prejudicial à saúde pública do que o hábito de fumar. Isso ainda não foi devidamente estudado porque, inclusive, deu preguiça nos pesquisadores, ao perceberem o tamanho do sarilho que tinham em mãos.

Fiquem bem