sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Woody Allen




Na minha próxima vida quero vivê-la de trás p'ra frente.
Começar morto para despachar logo esse assunto.
Depois acordar num lar de idosos e ir-me sentindo melhor a cada dia que passa.
Ser expulso porque estou demasiado saudável, ir receber a reforma e começar a trabalhar, recebendo logo um relógio de ouro no primeiro dia.
Trabalhar por 40 anos, cada vez mais desenvolto e saudável até ser jovem o suficiente para entrar na faculdade, embebedar-me diariamente e ser bastante promíscuo, e depois estar pronto para o secundário e para o primário, antes de virar criança e só brincar, sem responsabilidades.
Aí viro um bebê inocente até nascer.
Por fim, passo 9 meses flutuando num spa de luxo com aquecimento central, serviço de quarto a disposição e espaço maior dia a dia, e depois
- Voilà! –
Desapareço num orgasmo.

Fiquem bem

3 comentários:

Iara disse...

E como fica o aprendizado?
Se eu voltasse há 10 anos eu pularia os espinhos e as pedras do meu caminho, mas eu toparia com outras, e quem poderia me dizer que eu toparia os mesmos problemas??

Carteiro disse...

Olá Iara

Tem a ver com fazer diferente, não seguir a manada!
Agora repara, tu afirmas se voltasse atrás, pularias mas depararias com outros problemas, como é que sabes? Claro, possivelmente sim, mas não sabes, possivelmente não, mas também não sabes, partes do princípio (creio eu) que o aprendizado traz pedras e espinho, mas o “exercício” que é a aqui proposto é o inverso, é o “desaprendizado”, sendo um processo diferente as “mazelas” também devem ser diferentes.

Enfim, para mim, apenas é um conceito estritamente radical do fugir a rotina, do não ter medo de ser/fazer diferente.

Fica bem

Linda disse...

Olá Carteiro,
Está muito giro esse desabafo do Woody Allen. As coisas podem ter as mais variadas interpretações, eu leio, sem fazer nenhuma análise profunda, nem saber onde está contido este pequeno trecho, o seguinte: Que maçada, começamos pelo melhor e acabamos no pior, melhor seria despachar logo e começar pelo inevitável, fazer as coisas díficeis em primeiro lugar e depois deleitar-nos com os prazeres.
Um abraço,
Da tua amiga,