quarta-feira, 3 de agosto de 2011

"Biologia da Saúde"


:: Ronaldo Cardim ::

Quando sentimos uma dor seja ela qual for, a última coisa que pensamos é que ela é um aviso de nosso corpo nos alertando que em algum sector de nossa vida existe alguma coisa errada. Mas é isso, toda e qualquer dor ou alteração no nosso organismo, tenha ela surgido naturalmente ou em decorrência de acidentes, têm como origem um desajuste no campo emocional.

Existem situações na vida com as quais dizemos, aprendemos a conviver, porém são situações que nos incomodam, que não resolvemos nem aceitamos. A convivência inadequada com tais situações, mais dias menos dias, vai alterando o estado emocional da pessoa e essas alterações vão pouco a pouco reflectindo no seu estado psicológico, apresentando sintomas de depressão, síndrome do pânico, etc.. Outra forma de manifestação desses desequilíbrios é a somatização no corpo físico em formas de dores e outros desajustes orgânicos.

Por isso é muito importante aprendermos a conhecer bem nosso corpo, estando atentos às alterações que ele apresenta, pois ele nos diz exactamente onde estamos falhando e em que precisamos mudar. Como diz o título da matéria o corpo fala, e não mente. Vamos então conhecer com maiores detalhes um pouco da linguagem do corpo.

Hérnia de disco: significa que a pessoa está profundamente indecisa quanto à sua vida. Sente-se totalmente desamparada e seus pensamentos a deprimem, pois não possibilitam que ele encontre saída param essa situação. A hérnia de disco é a forma de impedir a articulação da coluna. Ela mostra, simbolicamente o quanto a pessoa se sente amarrada, o quanto os movimentos estão presos e essa dificuldade é gerada porque o apoio necessário para a movimentação não é encontrado. Então, simbolicamente, isso ocorre quando a pessoa não recebe apoio de alguém, no momento em que mais precisa.

Enxaqueca e dor de cabeça: As pessoas que sofrem de enxaqueca têm um orgulho muito forte e não permitem que pessoas autoritárias mandem em sua vida ou controlem seus passos. Resistem a tudo e a todos que, conforme elas acreditam, queiram invadir seu espaço vital. São pessoas que não se entregam aos prazeres, pois receiam serem dominados de alguma forma. Normalmente têm medo do sexo ou de suas consequências, devido à limitações morais, religiosas, familiares, etc.

Se você se identifica nesta situação, solte-se e deixe seu coração falar. Não use a razão somente, pois devemos equilibrar os dois hemisférios (razão e emoção), para evitarmos esses conflitos internos e suas somatizações. Suavize seus pensamentos, amenize seus sentimentos, permita-se sentir alegria.

Alergia na pele: significa que a pessoa está vivendo momentos de irritação com as pessoas próximas e que atrasam seu desenvolvimento pessoal e profissional. Quando ela se vê obrigada a fazer o que não gosta, persuadida por pessoas de quem depende de alguma forma, surgirá, com certeza, comichão incessante significando o desejo inconsciente de arrancar aquilo que incomoda profundamente.

Pare de se sentir contrariado. Se você está passando por isso é porque, de alguma forma, procurou. Saia dessa sem ressentimentos, pois ninguém sabe quando está causando alergia em alguém. Passe a se expressar melhor. Seja objectivo e tire a culpa do seu coração. Eduque-se a não deixar que seu espaço seja ameaçado. Diga abertamente tudo que o incomoda pois tudo pode ser falado desde que seja com respeito e determinação. Analise-se e perceba se você consegue, humildemente, mudar um pouco mais o seu jeito de falar com as pessoas e o trato consigo mesmo. O mundo à sua volta só ira mudar se você mudar primeiro.

Labirintite: Significa pensamentos atrapalhados, nervosismo reprimido, o efeito de um golpe emocional, a necessidade de liberdade para pensar e agir, a sensação de falta de amor, sentimentos de solidão, dificuldade para expressar-se, e estar tonto com tantos problemas emocionais, e sentir-se desamparado e teimar em continuar tentando pelos velhos caminhos que nunca deram certo. Pare de tentar achar uma saída. Pare de fazer de conta liberte-se das amarras que o sufocam colocando seus sentimentos em primeiro lugar. Pare de se anular, aja com humildade mas seja firme em suas decisões.

Artrite: Representa um coração cheio de críticas e ressentimentos por pessoas que não valorizam seus esforços. Pessoas com esse tipo de inflamação são as que, às vezes, perdem tempo questionando em pensamentos os porquês das atitudes das pessoas. Não conseguem sentir que são amadas e geram conflitos de carência. Costumam culpar os outros pelo mal que as aflige. Essas pessoas precisam desligar-se do passado através do perdão.

As alterações do corpo podem ainda causar desequilíbrio da condição interna do organismo. Vejamos alguns exemplos:

Pele amarelada: indica possíveis disfunções do fígado e vesícula biliar, como no caso da icterícia.

Pele cinza-azulada: indica fragilidade ou dificuldade do fígado e pâncreas para executarem suas funções.

Pele muito vermelha: possíveis disfunções cardíacas e respiratórias como na expansão capilar nas faces, ou pressão sanguínea anormal.

Mãos e pés frios: excesso de açúcar, frutas e bebidas geladas. Desordens digestivas e excretórias, bem como do sistema nervoso.

Inchaço generalizado de pés e mãos: ingestão excessiva de líquido, gordura, especialmente causada por frutas, sucos, lacticínios. Desordens no aparelho circulatório e reprodutor.

Assim como esses muitos outros sinais podem ser dados por nosso corpo. Em alguns casos são simples sinais de alerta para pequenas alterações, em outros porém podem ser verdadeiros pedidos de socorro para desequilíbrios que não sabemos ou não admitimos ter. Por isso a necessidade de mantermos sempre a alimentação, repouso e actividades em níveis equilibrados, procurando conhecer o melhor possível nosso corpo, estando sempre atentos para o que ele possa estar querendo nos dizer

Da cabeça aos pés, tudo foi estudado, comprovando que cada parte do nosso corpo tem uma linguagem a ser entendida. A cabeça, o tronco, os membros e cada órgão interno recebem um impulso nervoso do cérebro que é comandado pelas emoções. Há uma infinidade de reacções nervosas que causam doenças, sendo que uma grande parte delas a medicina não reconhece como inconscientes. Vamos mostrar alguns exemplos de como um pensamento crônico pode transformar-se em seu corpo, através das reacções químicas comandadas pelo corpo.

SINUSITE RINITE: Sinusite é um sinal de que seu ego está profundamente irritado com alguma pessoa que convive com você. Ë provável que esta pessoa tente constantemente invadir seu espaço vital.

Sinusite é uma inflamação mental relacionada com alguém próximo; é a atitude mental rebelde ou a rebeldia nutrida contra os pais. Na verdade, o nariz representa a nossa sensibilidade quanto à aceitação ou recusa de algo ou alguém.

O sentimento de gratidão destas pessoas é quase que superficial e para se obter a cura total dessa dificuldade de
respirar, é necessário que se comece reconhecendo que no passado ficaram suas melhores experiências e foi lá que você aprendeu tudo o que sabe hoje. Seus pais, amigos, patrões, funcionários, etc., todos, directa ou indirectamente o ajudaram a crescer. O demérito está naqueles que não aceitam, com humildade, as diferenças de opiniões, pois consideram-se os mais inteligentes e infalíveis.

Coloque em prática o que você sabe, em benefício das outras pessoas e de si próprio. Admita humildemente os seus erros e sua ignorância em determinados assuntos, porque somente assim você descobrirá suas limitações e procurará se aperfeiçoar.

CORIZA: É a inflamação catarral da membrana mucosa das fossas nasais. Ocorre em pessoas extremamente sensíveis, que acham que só se pode conseguir o que se quer se alguém permitir. Você que tem coriza, cresça e pare de sentir-se como criança chorosa e vá à luta. Com lágrimas você não vai a lugar algum. Tenha vontade de criar suas próprias coisas e sentir prazer por elas e com elas. Participe activamente e aceite a si mesmo com amor e sabedoria. Saiba amadurecer com alegria e dinamismo, sem perder a juventude. Perca o hábito de sentir-se vítima e enxergue que você tem capacidade e argumentos para agir diferente quando sentir-se acuado.

JOELHOS: Simbolizam atitudes para com você mesmo, no presente. Eles deveriam equilibrar o seu passado (coxas) e seu futuro (pernas).

Pessoas que não conseguem aceitar opiniões alheias, e agem como crianças para defender seu espaço, mostram que precisam amadurecer mais para poder compreender novas formas de se defender contra aqueles que lhe opõem. Faltar com o respeito para consigo mesmo deixando de realizar seus objectivos ou suportando todas as contrariedades, domésticas ou profissionais, também não é uma maneira correcta de comunicar-se. A anulação pessoal só acontece quando a pessoa não conhece outros meios de se expressar e acredita que já tentou tudo para mudar uma situação desagradável, que a aflige. Se você se sente ferido em seus sentimentos e em seu orgulho porque está fazendo coisas que contrariam seu verdadeiro modo de ser, se está se desrespeitando ao forçar uma situação por não saber como corrigi-la e vive com o coração repleto de críticas e desapontamentos, saiba que seus meniscos, ligamentos e ossos do joelho serão afectados. Eles irão inflamar e poderá até ocorrer estiramento ou rompimento dos ligamentos, mesmo que seja provocado por algum acidente. Nós somos conduzidos, cegamente, pelo nosso inconsciente, para o bem ou para o mal, conforme o que acreditamos, ou pensamos constantemente.

As pessoas que não se dobram aos outros e teimam em sustentar as suas opiniões acabam somatizando um joelho que não dobra, que não flexiona e é extremamente dolorido.
A análise de nossa conduta mais secreta é, realmente, um trabalho difícil que requer sinceridade e lealdade com relação a nós mesmos. Para revertermos o quadro de doenças, dores, etc. para a saúde e a felicidade, devemos reconhecer nossas emoções diárias e não somente nossos pensamentos, para que possamos trabalhar na mudança do nosso interior.

PROBLEMAS NO MÚSCULO DO PESCOÇO: Dor no pescoço simboliza a inflexibilidade de seus pensamentos e a dificuldade de relaxar em relação às cobranças alheias e mesmo à auto-cobrança.

A pessoa que não quer deixar de ter opiniões rígidas e recusa-se duramente a mudar seus hábitos, vai ganhar um pescoço duro, igual à sua cabeça. Pessoas perfeccionistas normalmente têm muitos torcicolos.
Muitas vezes, as pessoas acordam com o pescoço doendo e nem conseguem girar a cabeça para o outro lado, reclamam: Dormi de mau jeito por isso estou assim. Tomei um golpe de vento ontem, e hoje acordei mal. E assim por diante.
Acontece que estas são apenas justificativas e não explicações reais para as dores.

Com estes exemplos, você pode ver como o consciente reage por não saber ou não ter se preocupado em aprender a linguagem do corpo. Enquanto não tomarmos consciência daquilo que acontece com nosso corpo, estaremos tentando eternamente achar resposta para nossos problemas, percorrendo o caminho oposto ao da verdade. Se você estiver com dor no pescoço ou torcicolo, pare e pense um pouco. Analise seus últimos atos ou pensamentos contra algo ou alguém. Lembre-se de algum episódio durante o seu dia de ontem ou anteontem. Será que você não esta sendo teimoso com alguém ou com alguma ideia fixa? Será que você não está sendo insistente demais em querer que determinada pessoa pare de agir daquele jeito que tanto desagrada você?

Sempre haverá uma resposta, mas se você não souber saudavelmente voltar atrás e desistir de alguns aspectos negativos da sua conduta, seu pescoço continuará doendo e mostrando que você ainda não consegue olhar para o outro lado da questão. E literalmente, você não conseguirá olhar para o lado, a não ser que gire o corpo todo.
GORDURA: A gordura é o casulo que a pessoa cria, inconscientemente, para se proteger e se esconder dos problemas externos.

Pessoas muito sensíveis, que se deixam magoar com facilidade, buscam se proteger atrás da gordura, que representa a maciez de um abraço. Muitas vezes, a gordura é uma forma convenientemente usada para se conseguirem certos benefícios, como atrair a compaixão de outras pessoas, deixar de trabalhar naquilo que não gosta, escapar de certas obrigações que limitam sua liberdade e até mesmo testar o amor e a fidelidade do cônjuge ou dos pais. Mais uma vez vemos que o perigo está em nossa mente, não no mundo em que vivemos, e nem nos alimentos que comemos.

Faça um ”regime” nos seus pensamentos e limpe toda essa amargura. Viva tranquilamente e sem se sentir ameaçado. Ame profundamente a todos e você perceberá que, como resposta, receberá mais amor dos outros. Saia já desse casulo e participe ativamente do mundo, de peito aberto e acreditando que você está sendo protegido pelas mãos do Grande Pai.
Pare de guardar mágoas e ressentimentos. Apenas aja com docilidade e poder e não deixe que as diferenças de vida e opiniões o aflijam. Atenção: quanto mais você "engolir” e guardar mágoas, mais seu corpo engordará.

Para você superar definitivamente essa dificuldade de emagrecer terá que compreender que toda expectativa gera frustração. Por isto, não fique esperando acontecer o que você deseja, nem queira que as pessoas sejam como você ou lhe dêem aquilo que tanto você almeja. Saia já dessa postura de vítima e perceba o tamanho do seu próprio poder. Ninguém é responsável pelas suas fraquezas ou fracassos. Tudo depende exclusivamente da sua postura diante da vida e dos acontecimentos. Tenha coragem de mudar seu comportamento e ser você mesmo.
Pratique esportes ou faça exercícios. Torne seus pensamentos mais activos e coloque em prática suas decisões. O mundo espera você para agir com ele. Transforme essa gordura em energia, sacudindo a poeira do passado e olhando para frente. Rápido.

Vamos acorde! Organize-se! Tudo só depende de você!
Chega de arrumar pretextos, pois isso só vem provar que você está realmente tendo alguma conveniência em ser gordo. Busque o que você deseja, sem prejudicar sua saúde e sua beleza. E, definitivamente, tente compreender que quando nos magoamos com algo é porque estamos sendo egoístas em querer que tudo seja do nosso jeito. Liberte-se dessa tendência e aceite as pessoas como elas são. Seja você mesmo e não se permita pensamentos negativos. Eleve-se a cada dia com bons sentimentos em relação à vida e cresça cada vez mais dentro da evolução espiritual, sem mágoas, sem medos, nem desconfianças.

Fiquem bem

sábado, 23 de julho de 2011

Eu já era quase homem!


Há três semanas que era sempre mais do mesmo, ela olhava para mim como se eu não existisse, os seus olhos embora tivessem brilho não tinham qualquer expressão, para ela  eu não era do seu mundo.
De hoje não passava, hoje tudo ia ficar resolvido, eu tremia, suava, o meu coração queria me sair pela boca, não me era possível articular uma simples palavra, mentalmente queria que ela me atacasse, assim era defesa e tudo ficaria bem, tentei visualizar como se ela fosse um demónio, puxei pelo ódio, fiz de tudo, finalmente movimentei-me e agarrei-a, ela tentou soltar-se mas eu não deixei, vieram- me as lagrimas, sai arrastando-a comigo para a rua, quase esbarrei na minha tia. 
Filho, então já passou tantos dias e ainda não resolves-te isso, não podes deixar que ela mande em ti!
Nada respondi, ela continuou
A tia trata disso, a tia mata a galinha!

Baseado numa anedota!

Fiquem bem

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Uma grande Lição


Uma história para nos fazer pensar um pouco.

Para encorajar o seu pequeno filho a progredir no ensino do piano, a mãe levou o pequeno rebento a um concerto de um pianista de renome. Depois de se sentar com seu filho ao lado reparou em um amigo sentado uns lugares mais à frente e cumprimentou-o.

Vendo a mãe distraída, e vendo a oportunidade de explorar as maravilhas de uma sala de concertos, o pequeno aprendiz levantou-se e eventualmente explorou o caminho através de uma porta que dizia “PROIBIDO ENTRAR”.

Quando as luzes começaram a escurecer, a mãe recostou-se e, finalmente, reparou que o seu filho não estava ao seu lado. De repente as cortinas abrem e para espanto e terror da mãe, lá estava o jovem, sentado no grande piano, a dedilhar o “Come a papa, Joana come a papa”.

Nesse momento, o grande mestre pianista entra e rapidamente chega-se ao piano, segredando ao ouvido da criança, “Não pares. Continua a tocar”. Inclinando-se, chegou ao teclado com sua mão esquerda e começou a acompanhar com a parte de baixo. Depois, quase como abraçando a criança, chegou com a mão direita e adicionou uma linha melódica.

Juntos, o Mestre e o Jovem Aprendiz transformaram uma situação assustadora em uma experiência maravilhosa de criatividade. Toda a audiência ficou maravilhada.

É assim que o universo actua. Aquilo que conseguimos à nossa custa é dificilmente notado. Tentamos o nosso melhor mas o resultado nem sempre é música graciosa. Mas com a mão do Mestre, o trabalho de nossas vidas pode ser verdadeiramente lindo.

Da próxima vez que tentar uma grande façanha, ouça com atenção. Poderá ouvir a voz do Mestre no seu ouvido, “Não pares. Continua a tocar”. Sinta o seu abraço quente e carinhoso à sua volta. Saiba que as Suas mãos fortes estão a tocar o concerto da sua vida.


Lembre-se sempre, o universo não chama os equipados, Ele equipa os chamados.

Fiquem bem

sábado, 9 de julho de 2011

A Penitência de um Médico


"«Eu trabalhei como cirurgião, por mais de 30 anos. E só agora eu abro as minhas mãos e digo: Se eu soubesse este método no inicio da minha carreira, centenas e pacientes seriam saudáveis sem a necessidade de um bisturi.

Uma vez trouxeram-me uma pequena rapariga de 5 anos que era diabética desde o nascimento. Os médicos estavam a observá-la todos os dias pois a criança estava com dores. O seu pai estava a segura-la nas suas mãos com os seus olhos cheios de agonia e ele pedia ajuda. Da minha experiencia eu sabia que se eu não removê-se os dois olhos a sua situação acabaria em desastre pois os ossos e medula da criança morreriam. Então eu envie a pequena criança para a sala de operação para a remoção dos seus dois olhos. Mas os seus pais perguntaram-me em desespero para remover um só acreditando em um milagre. Eu sabia que não existem milagres. Após alguns dias após a operação ter tomado lugar, os pais da pequena criança falaram-me de uma tecnica alternativa de terapia utilizada no Canada que tinha ajudado os seus amigos a curar a sua mãe de glaucoma que ela sufria desde cedo na vida.

Eles tomaram a decisão de não ter a segunda operação e começar o tratamento especial à distancia com os curadores do Canada. É dificil explicar os seus sentimentos de médico. Eu sabia que o que eles estavam a fazer era loucura, mas eu nada podia fazer, era a sua ilusão. Alguns dias pessaram depois do começo da terapia em cada e os resultados foram espantosos. A pressão do olho decresceu e a dor desapareceu sem que fosse necessário utilizar qualquer medicamento e a pequena criança começou a sorrir! Ao examinar a pequena crinaça, muitos médicos de outras clinicas juntaram-se e o resultado ainda era o mesmmo a pressão estava normal e o olho estava totalmente funcional. Cada um deles dizia a mesma coisa: " É um milagre! É inacreditavel, a medicina comteporãnea não pode ter estes resultados! Isto é um milagre, e aconteceu em frente aos nossos olhos!" Eu enviei-a para a sala de operações para remover o seu olho direito que agora era falso, a verdade é que podia ter sido salvo. Eu não podia perdoar isto a mim mesmo, como médico.

A situação mudou o meu destino, removeu os velhos dogmas e fez-me compreender que a medicina comteporanea com que eu trabalhava à muitos anos é fraca!

Assim que eu contactei com o centro (www.healercenter.net) e comecei a treinar a cura espiritual, as tecnicas ancestrais de cura e rituais dos médicos de todas as civiliações. Eu aprendi muito sobre os chakras e os canais do corpo humano. O mais importante para mim foi a Lei do Karma, as causas das doenças da Humanidade. Hoje em dia eu estou a curar as pessoas pelo método do Amor, compreenção e dialogo calmo. Todos aqueles que chegam á miha clinica estão a ser ajudados a serem curados fisicamente e espiritualmente.

Eu continuo o meu treino em cura espiritual à distância, porque acredito que o caminho de aprendizagem continua até ao final da vida. Todos aqueles pacientes a necessitar deste método de cura foram enviados para o Centro Altai-Tibete. Os resultados são os melhores. Todas as doenças estão a desaparecer.

Tal milagre aconteceu na minha vida! A minha familia está saudável: não existe stress, depressão, que nos preocupava por muitos anos. Na nossa casa somente harmonia reina!

Este é o pico da minha vida! A Todos os meus colegas eu digo: " Doctor! Cura-me!" »


Frank Nortson.
Curador, Cientista do oculto da Universidade de Medicina do Arizona.

Site: www.healercenter.net
Email. info@healercenter.net"

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Filosofia do Camelo


"Uma mãe e um bebé camelo, estavam por ali, à toa,quando de repente o bebé camelo perguntou:

- Por que os camelos têm corcovas?

- Bem, meu filhinho, nós somos animais do deserto, precisamos das corcovas para reservar água e por isso mesmo somos conhecidos por sobreviver sem água.

- Certo, e por que nossas pernas são longas e nossas patas arredondadas?

- Filho, certamente elas são assim para permitir caminhar no deserto. Sabe, com essas pernas longas eu mantenho meu corpo mais longe do chão do deserto que é mais quente que a temperatura do ar e assim fico mais longe do calor. Quanto às patas arredondadas eu posso me movimentar melhor devido à consistência da areia! - disse a mãe.

- Certo! Então, por que nossos cílios são tão longos? De vez em quando eles atrapalham minha visão.

- Meu filho! Esses cílios longos e grossos são como uma capa protetora para os olhos. Eles ajudam na proteção dos seus olhos quando atingidos pela areia e pelo vento do deserto! - respondeu a mãe com orgulho.

- Tá. Então a corcova é para armazenar água enquanto cruzamos o deserto, as pernas para caminhar através do deserto e os cílios são para proteger meus olhos do deserto. Então o que é que estamos fazendo aqui no Zoológico???

Moral da história: "Habilidade, conhecimento, capacidade e experiências, só são úteis se você estiver no lugar certo!"

ESTAS NO LUGAR CERTO?

Fiquem bem

quarta-feira, 6 de julho de 2011

A natureza do sofrimento


O sofrimento aumenta a nossa força interior. - SS Dalai Lama

Sete dias após ter atingido a Iluminação, Buddha fez o seu primeiro sermão onde transmitiu os ensinamentos fundamentais do Budismo: as Quatro Nobres Verdades. São elas:

1. O sofrimento existe.
2. O sofrimento tem as suas causas.
3. É possível eliminar estas causas.
4. Existe um caminho para as eliminar.

Elas são semelhantes a uma receita médica: diagnosticam a doença, a causa dessa doença, o remédio para a curar e a prescrição de como o tomar. Para crescermos espiritualmente, iremos praticar estas Quatro Verdades como um método que nos ajudará a superar a limitada ideia que temos sobre nós mesmos e a abrirmos o nosso coração para comunicarmos verdadeiramente com o outro.

A primeira nobre verdade: “O sofrimento existe”

A primeira nobre verdade refere-se à existência do sofrimento. A realidade do sofrimento é denominada pela palavra dukkha, em Pali (antigo sânscrito) que, além de sofrimento, também significa imperfeição, impermanência, vazio, insubstancialidade.

Este é o ponto inicial da estrutura lógica do Budismo: a constatação da existência do sofrimento e de que todos os seres estão sujeitos a ele. No entanto, o Budismo não é uma filosofia derrotista, nem pessimista. Ele ensina-nos que podemos despertar a nossa sabedoria intuitiva para não sofrer com o sofrimento.

A nossa tendência, em geral, é negar a marca de sofrimento humano. Sentimo-nos “traídos” pelo destino quando temos que lidar com as separações, com a doença, com a morte ou mesmo com o envelhecimento. Encaramos estes processos com indignação, isto é, como se não fosse justo nem correcto sofrer! No entanto, se não houvesse sofrimento, não seria preciso buscar a sabedoria. Ela não seria necessária, e, portanto, raramente seria atingida.

É a consciência do sofrimento que gera a energia da sabedoria, não o sofrimento em si mesmo. Sofrer sem sabedoria é acumular mais confusão e dor. A dor, em si, não purifica nada. Por isso, se diz: “Isso com o tempo passa.”, o que não é verdadeiro para quem sofre de uma dor não compreendida. Para nos libertarmos do sofrimento temos, também, que despertar o desejo profundo de nos desapegarmos dele.

Podemos abraçar o sofrimento com a intenção de o transformar em autoconhecimento e sabedoria. Como escreve Pema Chödrön no seu livro "Os lugares que nos assustam": “Aceitar que a dor é inerente à vida e viver as nossas vidas a partir dessa compreensão é criar as causas e condições para a felicidade."

Segundo o Budismo, existem três tipos de sofrimento:

1. Sofrimento ordinário (ou sofrimento do sofrimento)

Existem duas formas de sofrimento ordinário: o sofrimento intrínseco à vida consciente e o sofrimento causado pelas tentativas de o evitar e fugir dele. O sofrimento intrínseco à vida consciente é expresso na tristeza: uma sensação de vazio decorrente da falta de um sentido para a vida.

O sofrimento ordinário é próprio da vida humana: todas as formas de sofrimento físico e mental relacionadas ao nascimento, ao envelhecimento, à doença e à morte, assim como estar ligado ao que se detesta, estar separado do que se ama e não realizar o que se deseja. Por isso, este tipo de sofrimento também pode ser chamado de sofrimento do sofrimento: quando algo que nos causa dor surge como causa para desencadear mais dor.

Quando uma coisa má acontece logo após outra, e as situações vão "de mal a pior", podemos achar que estes são momentos de azar, mas, na realidade, eles expressam algo bem mais fundamental: a nossa própria impotência frente à realidade imediata. E quando estamos impotentes, não temos saída senão aceitar as coisas como se dão. Essa é a grande sabedoria que as situações de sofrimento contínuo têm para nos ensinar.

2. Sofrimento produzido por mudança

O sofrimento produzido por mudança é expresso na busca de prazeres e de estados de alegria transitórios, que levam a mais sofrimento pela sua natureza provisória e inconsistente.

Esse tipo de sofrimento também ocorre quando nos recusamos a admitir a natureza impermanente da vida. Apesar de intelectualmente sabermos que tudo muda constantemente e de modo imprevisível, emocionalmente lutamos para aceitar esta verdade. Ao fazermos isso, sentimo-nos inseguros, nada nos parece confiável e tudo se torna insatisfatório para nós.

A realidade externa é, por natureza, incerta, portanto, não podemos ter garantias em relação a ela. A pessoa insegura é justamente aquela que busca controlar a realidade externa. A pessoa segura é aquela que aceita a sua insegurança.

Ao conviver com mestres budistas, passei a notar uma forte característica comum a todos eles: eles vivem a vida, ao invés de a tentar controlar.

3. Sofrimento que a tudo permeia

O sofrimento que a tudo permeia é constante, porém subtil.

Na maior parte do tempo, lutamos contra a realidade da existência do sofrimento. Buscamos desesperadamente “dicas” para driblá-lo, na esperança de que seja possível evitá-lo. Mas a Primeira Nobre Verdade ensina-nos que nada disso adianta: enquanto houver ignorância, haverá sofrimento.

É preciso encarar o sofrimento para o eliminar. Encarar aqui não significa desafiar, e sim, simplesmente pôr-se diante dele para conhecer a sua natureza, sem o julgar como justo ou injusto.

O que intensifica a dor de um sofrimento é o sentimento de indignação frente a ele, ou seja, é a nossa exasperação diante do sofrimento que faz com que ele aumente e tome conta de todo o nosso ser.

Tudo isso quer nos dizer: pare de lutar contra a realidade. Não resista ao que está, objectivamente, ocorrendo.

É como a enxaqueca, por exemplo: precisamos de nos isolar, tomar um remédio e, confiantemente, esperar que ela passe. Cada vez que pensamos: “Aiii! Esta maldita dor não passa!” e ficamos impacientes, a cabeça lateja fortemente e a dor imediatamente aumenta. É quase como um alarme, um aviso de que esse não é o modo de proceder, de que é justamente isso que intensifica a dor.

Ao contrário, quando podemos nos apropriar do nosso sofrimento, seja ele físico ou emocional, e dizer para nós mesmos: “OK, está a ocorrer isto comigo. Estou a sofrer, mas estou aqui para fazercompanhia a mim mesmo. Não vou abandonar-me diante desta dor.”, iremos nos sentir mais leves e livres para o transformar.

Uma vez que aprendemos a nos responsabilizar pela maneira como lidamos com o sofrimento, passamos a entender que não precisamos de nos tornar vítimas dele.

Tornamo-nos vítimas do sofrimento quando não o aceitamos e lidamos com ele como se ele estivesse fora de nós, projectando, assim, a causa de nossa dor nos outros. Acolher o nosso sofrimento é o único modo de sair do ressentimento e das projecções. Quando fazemos isso, sentimo-nos mais tranquilos e seguros, pois, como diz Lama Gangchen ao final da prática de meditação Auto Cura Tântrica: “Não existem mais inimigos”. É preciso ter empatia por nosso sofrimento: ter compaixão por ele, isto é, despertar um interesse genuíno por o conhecer e querer transformá-lo.

Tara Bennett-Goleman, psicoterapeuta americana, alia a psicologia budista à psicologia cognitiva. Neste método, o paciente aprende a identificar os seus esquemas - padrões emocionais inadaptados - e a transformá-los por meio da meditação budista de plena consciência. Ela escreve no seu livro Alquimia Emocional: “Não apenas como terapeuta, mas também no meu trabalho interno pessoal, aprendi que é importante compreender como cada pessoa vivencia e interpreta uma situação, e sentir empatia pela realidade simbólica dessa pessoa. Quando a parte da pessoa que se identifica com a realidade do esquema sente que está a receber empatia, ela pode começar a abrir-se a outras perspectivas, o que inclui começar a perceber como a lente do esquema distorce as suas percepções e reacções."

Se não formos empáticos com o nosso sofrimento, poderemos buscar esta empatia no reconhecimento alheio. Ou seja, muitas vezes, sem nos darmos conta, alimentamos o sofrimento por meio de lamentações que nada mais são do que tentativas de sermos reconhecidos, pelos outros, por aquilo que estamos a passar. Mas, de facto, este reconhecimento pouco nos ajuda. Será ao sentir compaixão por nós mesmos, que conseguiremos parar de nos lamentar e decidir, de facto, fazer algo para sair do sofrimento.


Fonte: Texto extraído do “O livro das Emoções - Reflexões inspiradas na Psicologia do Budismo Tibetano” de Bel César, Ed. Gaia.

Fiquem bem
"

segunda-feira, 4 de julho de 2011

 Cuidado com o Pensamento Positivo!


"Em livros de auto-ajuda é muito comum a pregação do pensamento positivo como forma de resolver as dificuldades pessoais; todavia, cientificamente, precisamos deixar claro que o chamado pensamento positivo pode falhar.

Nós usamos dois recursos para pensar: com palavras ou com imagens mentais. Einstein, por exemplo, declarou que pensava com imagens que ele produzia e reproduzia voluntariamente. O pensamento com palavras pode não corresponder às imagens mentais que estamos produzindo no momento do pensamento. Nós sabemos que são as imagens, e não as palavras, que mexem com nosso sistema glandular. Por exemplo, se falarmos em passar as unhas sobre uma lixa, se produzirmos a imagem mental desse ato, experimentaremos uma sensação de aversão, podendo até sentir arrepios. Outro exemplo: se imaginarmos estar chupando um limão, nossa boca ficará cheia de saliva, mas, se falarmos no limão sem criarmos a imagem mental correspondente, não acontecerá nada. Veja bem, a força da imagem mexeu com o sistema glandular a ponto de as glândulas salivares produzirem mais saliva.

Quisemos demonstrar acima que são as imagens mentais que têm força e não as palavras que não estejam acompanhadas das imagens daquilo que elas representam.

Nós, seres humanos, toda vez que falamos em alguma coisa, temos a tendência de imaginar, de criar automaticamente as imagens contrárias dessa coisa; assim, nós podemos pensar positivamente e, ao mesmo tempo, criar imagens mentais contrárias do que pensamos com palavras. Podemos dizer que as palavras são do hemisfério esquerdo do cérebro e as imagens são do Sistema de Autopreservação e Preservação da Espécie (SAPE) / hemisfério direito. Toda vez que houver conflito entre as imagens mentais e as palavras, as imagens ganham. Ora, uma pessoa pode pensar positivamente e, até sem sentir, criar imagens contrárias do que pensou; por isso, é preciso cuidado com o pensamento positivo. As pessoas que dizem ter pensado sempre positivamente e tudo ter dado errado para elas é porque pensaram positivamente com palavras e criaram as imagens mentais contrárias do que pensaram e são as imagens mentais, com forte carga de emoções, que conseguem os resultados. Você consegue aquilo de que cria as imagens mentais com emoção!

Professor Luiz Machado, Ph.D.
Cientista Fundador e Mentor da Emotologia"

Fiquem bem

sábado, 2 de julho de 2011

 Carta de uma criança Índigo a um professor


'Olá e obrigado por ler a minha carta. 

Eu sou aquela criança que normalmente não pára quieta na carteira, e a quem está sempre a dizer para se calar. É que, às vezes, eu entendo as coisas antes do Senhor acabar de explicar a matéria e, se tem de repetir, aborreço-me.

Às vezes posso ser muito mal-educado ou explosivo para chamar a atenção. Gosto de falar de temas que o senhor "acredita" não serem para a minha idade. Está sempre a dizer aos meus pais que não consigo aprender, no entanto, se alguma coisa me interessa aprendo facilmente, mas quando já tenho conhecimentos suficientes ponho de lado porque me aborreço. 

Não contesto a autoridade, mas o entendimento e as explicações. Aprendo por imitação: o seu exemplo para mim é muito importante. Segundo o senhor, estou sempre a transgredir as normas e a criar outras. Sou esse génio em "potência" que se se concentrasse em algo seria melhor... 

Os meus pais levaram-me ao médico e dizem que tenho ADHD, uma coisa chamada "Deficiência de Atenção com Hiperactividade", e isso quer dizer que não paro quieto, não posso prestar atenção durante muito tempo, distraio-me facilmente e, além disso, sou hiperactivo. 

O médico queria que eu tomasse Ritalin (a minha mãe recusou dizendo que as anfetaminas criam toxicodependentes). Então, ela investigou e, agora, faço coisas que direccionam a minha energia (desporto, artes marciais, Tai-chi, Yoga), e evita dar-me alimentos com açúcar ou glucose e sinto-me mais calmo. 

Não gosto que me tratem como criança, talvez saiba menos de certas coisas, mas isso não significa que não saiba. Estou no meu processo. 

Dê-me mais tempo para assimilar as coisas, pois aprendo de maneira diferente. 

Se eu não aprendo de uma forma tradicional... porque usa sempre a mesma maneira? Quem sabe se fosse um método mais prático? 

Estou sempre a perguntar... porquê? Isso não quer dizer que o estou a pôr à prova, tenho somente curiosidade. Se não souber a resposta diga-me. Não seja evasivo, guie-me para eu encontrar a resposta. 

Gostaria que me incluísse quando tomasse decisões que me afectam, não sou simplesmente mais um aluno. 

Gostaria que reconhecesse que sou diferente e não que me classificasse como diferente. 

Não sou nem mais nem menos que o senhor. Se me explicasse para que serve o que estudamos e que para conseguir certas coisas preciso de disciplina, reagiria de maneira diferente. 

Quando não me conseguir concentrar faça alguma actividade para me distrair: um jogo, música, dança... Mas não grite comigo. 

Sei que muitas vezes se desespera na sala de aula pois nenhum de nós lhe presta atenção. Já se preocupou em saber o que realmente nos interessa?
Despeço-me com Amor José Manuel'

(Este texto foi escrito por José Manuel Piedrafita Moreno, Educador e Índigo Adulto. É livre de usar e divulgá-lo desde que não altere integral ou parcialmente, incluindo os créditos) 

*****
SOBRE JOSÉ MANUEL PIEDRAFITA MORENO 

Nasceu em Jaca, província de Huesca (España) em 1969. 

Seus estudos básicos foram realizados em Jaca. 

Estudou Canto Lírico em Barcelona, sob a direcção de Roberto Kaiser e José Filloy. 

É professor de Técnica Vocal. 

Depois muda-se para Inglaterra e tirou os cursos de Educador e Professor de inglês como língua estrangeira. 

Trabalhou dando aulas de inglês, espanhol e técnica vocal, faz traduções e serviços de interprete de inglês e espanhol. 

Actualmente dedica-se a fazer cursos e conferências sobre as Crianças Índigo e a Nova Educação além de dirigir o CEP3D (Centro Educativo Pirenaico 3D) situado em Jaca, Espanha. 

No final de Fevereiro administrará conferência e seminário em Lisboa, na Torre da Aguilha sobre as Crianças Índigo. Para mais informações ver em conferência e em seminário. 

Ver mais em http://www.geocities.com/elclubdelosninosindigo/

domingo, 29 de maio de 2011

Código de Ética dos Índios Norte-Americanos


1. Levante com o Sol para orar. Ore sozinho. Ore com frequência.
O Grande Espírito o escutará se você, ao menos, falar.

2. Seja tolerante com aqueles que estão perdidos no caminho. A ignorância, o convencimento, a raiva, o ciúme e a avareza, originam-se de uma alma perdida.

Ore para que eles encontrem o caminho do Grande Espírito.

3. Procure conhecer-se, por si próprio. Não permita que outros façam seu caminho por você. É sua estrada, e somente sua. Outros podem andar ao seu lado, mas ninguém pode andar por você.

4. Trate os convidados em seu lar com muita consideração. Sirva-os o melhor alimento, a melhor cama e trate-os com respeito e honra.

5. Não tome o que não é seu. Seja de uma pessoa, da comunidade, da natureza, ou da cultura. Se não foi ganhado nem foi dado, não é seu.

6. Respeite todas as coisas que foram colocadas sobre a Terra. Sejam elas pessoas, plantas ou animais.

7. Respeite os pensamentos, desejos e palavras das pessoas. Nunca interrompa os outros nem ridicularize, nem rudemente os imite. Permita a cada pessoa o direito da expressão pessoal.

8. Nunca fale dos outros de uma maneira má. A energia negativa que você colocar para fora no universo, voltará multiplicada a você.

9. Todas as pessoas cometem erros. E todos os erros podem ser perdoados.

10. Pensamentos maus causam doenças da mente, do corpo e do espírito. Pratique o optimismo.

11. A natureza não é para nós, ela é uma parte de nós. Toda a natureza faz parte da nossa família Terrena.

12. As crianças são as sementes do nosso futuro. Plante amor nos seus corações e regue com sabedoria e lições da vida. Quando forem crescidos, dê-lhes espaço para que cresçam.

13. Evite ferir os corações das pessoas. O veneno da dor causada a outros, retornará a você.

14. Seja sincero e verdadeiro em todas as situações. A honestidade é o grande teste para a nossa herança do universo.

15. Mantenha-se equilibrado. Seu Mental, seu Espiritual, seu Emocional, e seu Físico, todos necessitam ser fortes, puros e saudáveis.

Trabalhe o seu Físico para fortalecer o seu Mental.
Enriqueça o seu Espiritual para curar o seu Emocional.

16. Tome decisões conscientes de como você será e como reagirá. Seja responsável por suas próprias acções.

17. Respeite a privacidade e o espaço pessoal dos outros. Não toque as propriedades pessoais de outras pessoas, especialmente objectos religiosos e sagrados.

18. Comece sendo verdadeiro consigo mesmo. Se você não puder nutrir e ajudar a si mesmo, você não poderá nutrir e ajudar os outros.

19. Respeite outras crenças religiosas. Não force suas crenças sobre os outros.

20. Compartilhe sua boa fortuna com os outros. Participe com caridade.

Fiquem bem

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Depressão (Acid)


A depressão é tão natural no ser humano quanto o amor. Isso porque a depressão, a revolta e o sofrimento estão relacionados ao amor às coisas, às pessoas, às situações ou a um ideal. Mas, no fundo, o que realmente estamos amando é a nós mesmos mais do que aos outros, isso porque quando amamos alguém ou algo sempre esperamos um retorno, mesmo inconscientemente. Só que nossa mente disfarça esse egoísmo de várias formas. Quando esse retorno não vem - e uma hora ele não virá - sofremos, e uma das formas de sofrimento é a depressão.

O budismo veio para resolver de vez as causas do sofrimento. Então, por que ele não é ensinado nas escolas? Porque o apego é a força motora da sociedade. Seja no trabalho, seja na família. Mas será que o cristianismo, tão difundido no ocidente (e ensinado nas escolas) não poderia resolver? Sim, e o verdadeiro cristianismo (que não é ensinado nas escolas) nos ensina, assim como o budismo, que estamos perdidos correndo atrás de ilusões, deixando o mundo fenomênico nos guiar quando deveria ser a nossa consciência o verdadeiro paradigma moral e social. Mas só o que aprendemos nas escolas e Igrejas é que Jesus morreu para nos salvar. Puxa, será por isso que o tema da Caverna de Platão também é pouco explorado nas escolas e faculdades? Pode apostar que sim.

Então, por que manter esse status quo e sofrer com a depressão, o "mal do século"? Porque o importante é ter sucesso, ganhar dinheiro e ser popular... e sempre existem as drogas para preencher o vazio. Isso mantém a economia em funcionamento, que é o único motivo pelo qual nós, formiguinhas, estamos aqui.

A depressão pode envolver questões genéticas (pais a avós com tendência), psicológicas (idade avançada, fatos traumáticos), sociológicas (pressão da família, da sociedade), hormonais e fisiológicas (menopausa, depressão pós-parto, falta de sono). Mas também pode envolver questões espirituais, como apego, obsessão e culpa de coisas feitas em vidas passadas. É disso que vamos tratar agora.

Todos nós já tivemos muitas vidas, já conhecemos muita gente e já fizemos muitas besteiras (e também coisas boas, claro). Estamos aqui tanto para continuar aprendendo a viver com nossos semelhantes como pra saldar nossas dívidas para com quem ofendemos. Viemos para nos harmonizar com o mundo. Inclusive com os barbeiros no trânsito, coisa que eu acho que nunca conseguirei... Harmonizar-se não quer dizer se tornar um deles, mas conviver pacificamente com eles, apesar deles. Um yogue estará longe da iluminação se algum dia ele não perceber que precisa descer do Himalaia e conviver com a poluição, o trânsito, os aproveitadores, tudo fruto indireto da sua omissão ao isolar-se e não utilizar sabiamente os talentos que a vida lhe deu. Buda fez isso. Jesus, Gandhi, Madre Tereza, Chico Xavier, Sai Baba (Tá certo que não precisamos ser tão abnegados quanto eles, mas foi só pra ilustrar a idéia). O fato é que em outras vidas provavelmente compramos brigas com muita gente vingativa, ou deixamos pessoas em situações espirituais difíceis, ou vários corações partidos para trás, e nossa consciência (em algum nível) clama por resolver essas pendengas. E assim a consciência culpada pode vir a sabotar a nós mesmos, nesta vida, pra compensar algo do passado, seja num aleijão, ou numa situação social, econômica ou sentimental adversa, etc. E a depressão acompanha, como um indicativo da culpa.



Se um homem fala ou age com uma mente impura, o sofrimento acompanha-o, tal como a roda de um carro segue o animal que o puxa.

(Buda)

Pode-se ter a obsessão, onde a pessoa (inconscientemente) se permite ser obsediada (também por culpa), podendo levar a quadros de loucura com internação. Por incrível que pareça, ainda acontece muito de negros escravos procurarem seus antigos "senhores" para ajustar contas, seja nascendo na família para reclamar por tudo o que lhe foi negado ou tirado, ou obsediando do lado de lá. Lembrem que, para a mente humana na espiritualidade, 500 anos pode não significar nada.

Se no passado você desgraçou a vida de uma pessoa, e se hoje você está genuinamente arrependido, geralmente você vai aproveitar uma vida em que você tenha condições materiais para construir e pavimentar uma vida decente para essa pessoa, redimindo assim (em sua consciência) seus erros para com ela, por mais que essa pessoa lhe odeie. Essa pessoa pode vir como seu filho, como aquele amigo que todo mundo sabe que não presta mas você o ajuda assim mesmo, ou como aquela garota pela qual você é fascinado, que lhe despreza e mesmo assim você não suporta que falem nada de ruim dela (e, se preciso for, você se atira na lama pra ela passar). É tudo uma questão de balanço... Se você foi muito pra um extremo, tende a ir para o outro na tentativa desesperada de compensar. Mas não há nada melhor que o equilíbrio.


FILOSOFIA

Nas obras de Tomás de Aquino, quando ele se refere aos sete pecados capitais não inclui a preguiça, como muitos pensam (algo que pode muito bem originar-se da esperteza ou da safadeza), mas sim a ascídia, que é uma tristeza interior, uma doença da alma, e não do corpo.

Acho que posso falar de cátedra sobre isso, pois tenho tendências depressivas desde pequeno, refletidas numa saudade inexprimível de algo que não sei o que é. Me lembro que, com meus 12 anos, aproveitava os constantes blackouts da cidadezinha de Brasiléia, no estado do Acre, pra admirar a via láctea, suspirando e ouvindo no rádio de pilha Sisters of Mercy, uma banda gótica dos anos 80 com maravilhosas canções depressivas que iam além da barreira linguística.

Quanto mais alto se ergue, maior a queda. Geralmente tal depressão da alma pode surgir de um acúmulo de conhecimento sobre o mecanismo da vida. Por exemplo, quando um trabalhador ganha um aumento, ele pode ser bem-informado e saber que aquilo já era um direito dele por lei, ou que é apenas uma manobra da empresa pra você não sondar emprego em outros lugares que paguem melhor, ou que você ainda ganha uma mixaria em relação ao mesmo empregado de outro estado. Já um ignorante vai ficar simplesmente feliz. Como diz o personagem Reagan, em The Matrix, "A ignorância é uma bênção". Pode até ser, mas na verdade ela é uma faca de dois gumes.


Quanto mais scientia (conhecimento), maior a depressão: porque se constata quão deficientes são as coisas do mundo.

(Tomás de Aquino)

A referência de Tomás ao Eclesiastes não é casual: Salomão, que tem "mais sabedoria que todos seus antecessores", verifica - após examinar as coisas mais magníficas - que "tudo é vento" e "quanto mais conhecimento, mais sofrimento":


Eu, o pregador, fui rei sobre Israel em Jerusalém. E apliquei o meu coração a inquirir e a investigar com sabedoria a respeito de tudo quanto se faz debaixo do céu; essa enfadonha ocupação deu Deus aos filhos dos homens para nela se exercitarem. Atentei para todas as obras que se e fazem debaixo do sol; e eis que tudo era vaidade e desejo vão. O que é torto não se pode endireitar; o que falta não se pode enumerar. Falei comigo mesmo, dizendo: Eis que eu me engrandeci, e sobrepujei em sabedoria a todos os que houve antes de mim em Jerusalém; na verdade, tenho tido larga experiência da sabedoria e do conhecimento. E apliquei o coração a conhecer a sabedoria e a conhecer os desvarios e as loucuras; e vim a saber que também isso era desejo vão. Porque na muita sabedoria há muito enfado; e o que aumenta o conhecimento aumenta a tristeza.

(Eclesiastes 1:12-18)

Nietzsche e Foucault concordam que a nossa busca pelo saber se dá não pelo amor ao saber (filosofia) mas sim pelo temor ao desconhecido. Assim, atribuímos à ciência o papel de definir o ser humano em suas ciências sociais, como o direito, a economia, a sociologia, a psicologia, etc, independente do que ele realmente representa. E, ao fazer isso, a ciência na verdade CRIA uma realidade, pois ela, assim como nós, não pode penetrar na Verdade das coisas, apenas interpretá-la. E, como é uma interpretação superficial, mas revestida de caráter quase dogmático, ela se torna pobre e perigosa, pois interpretações diferentes serão vistas como desvios comportamentais, loucura, heresia, mentira.

Uma coisa que pude comprovar claramente em minha vida é que as pessoas têm MEDO de algo que escape ao mundo que elas conheceram na escola. Espíritos, alienígenas, governos ocultos, tudo isso soa um alarme na cabeça dessas pessoas e automaticamente elas entram em um estado de torpor, onde a consciência delas finge que não está mais ali, apesar de estarem!! Não posso culpá-las, pois mesmo para mim, que me acho mente-aberta, o choque de paradigmas me foi traumático! Lembro-me que minha depressão MESMO iniciou-se com força total no dia 07/05/2000, quando por dois dias seguidos tive experiências que demoliram minha noção de mundo. Eu já vinha observando nos fins de semana, há quase 1 ano, as tais luzes que sobrevoavam de madrugada o meu bairro. Eu sabia que estava diante de algo inusitado, mas bem no íntimo eu ainda admitia a possibilidade daquilo ser explicado de forma "racional" dentro da minha concepção de mundo, que já admitia vida após a morte, mas que tinha bastante ressalvas em admitir civilizações extraterrestres ou intraterrestres sobrevoando diariamente as capitais do Brasil, ESPECIALMENTE no meu bairro de subúrbio! Então, ao ver às 5 da manhã o que me parecia ser uma estrela cadente parar no céu e seguir lentamente em linha reta, igual a todas aquelas luzes que eu havia visto até então, toda a minha razão desmoronou.


Pra vocês verem como o paradigma científico estabelecido (coisas como as lei da física, conservação de energia, etc) era tão fortemente implantado em mim, EU PASSEI A DUVIDAR DO QUE VI. Sinceramente, passei as 24hrs seguintes pensando que eu estava ficando louco, vendo coisas que ninguém mais via. Graças a Deus na madrugada seguinte, quase na mesma hora, eu estava junto com a vizinha e a filha dela, quando aconteceu outro avistamento inusitado: um ovo voador sem asas, que emanava uma luz verde e entrou por uma nuvem SEM sair do outro lado... Juro que, se eu não estivesse com testemunhas, eu poderia estar hoje tomando remédios, porque a descrição é ridícula, parecendo tirada do livro Alice no País das Maravilhas, e ver aquilo foi totalmente surreal. Pode-se considerar essas coisas como experiências secretas da NASA ou fenômenos naturais? Não se pode. Visões mediúnicas? Também não. O fato é que aquelas mulheres NUNCA abriram a boca pra falar a respeito do que vimos. Tudo isso só serviu pra me tornar amargo, deprimido, vivendo à margem da visão sólida de mundo que a grande maioria compartilha. Timidamente, e morrendo de medo dos homens de preto (afinal, se os OVNIS de fato existiam, quem me garantiria que os MIBs também não existiriam?), criei o site do EDF, um clubinho fundado meio na brincadeira cuja sigla significa Earth Defense Force, numa tentativa de trazer essa "irrealidade" à tona, resguardando minha privacidade. Mas foi frustrante perceber o quanto as pessoas preferem se manter à margem, recriando a cada dia suas realidades tacanhas e eliminando tudo o que não se encaixa nela. Resolvi então me ater às coisas da espiritualidade, no Acid Blogger, que acabou se tornando o Saindo da Matrix.

Voltando ao assunto de Nietzsche, então eu, ao viver uma experiência surreal que poucos viveram, tenho (obviamente) uma visão de mundo diferente de um Carl Sagan, que teve outras trocentas experiências que eu não tive, mas em ambiente completamente diferente. Só que, quando a MINHA opinião se choca com a de um cientista, acadêmico ou qualquer título que revista essa pessoa do poder de definir o mundo por nós, pobres mortais, ela perde automaticamente a credibilidade, ou se torna uma visão menor, desvalorizada, simplesmente porque não posso reproduzir aquela experiência em ambiente controlado, ou repeti-la na frente dessas autoridades constituídas pela sociedade. E assim mantemos a Matrix, geração após geração, uniformizando o nosso pensamento com uma finalidade: produção, competitividade, superação do semelhante, que é a forma que o sistema encontrou para nos manipular, seja no capitalismo ou no socialismo. Sofremos com o bombardeamento em massa pela mídia das coisas que você quer comprar, mas não tem dinheiro. E vem a sugestão, também pela mídia: quer se tornar rico? Jogue na loteria, consuma no cartão de crédito pra ganhar prêmios, seja mais "esperto" que o outro, pise na cabeça do seu colega de trabalho, entre pro PCC, prostitua-se. Onde estão os valores espirituais na mídia? Onde estão doutrinas que libertam dessa cadeia de desejo e sofrimento, como o Budismo, ou mesmo o cerne da doutrina cristã? Será que encontramos valores espirituais que poderiam abrir nossos olhos nos programas de pastores evangélicos, ou na missa do domingo? Ou só vemos um paliativo pra nossas dores, com um preço a pagar: junte-se a nós e seus problemas acabarão. Em nenhum momento as causas da depressão são sanadas, ao contrário. Você quer ter aquele amor? Venha ao culto tal, ou acenda a vela de tal cor, ou tome banho com a erva tal, ou dê três pulinhos numa noite de lua cheia! Você quer prosperidade profissional? Faça isso, faça aquilo... sempre o QUERER acima do SER.

Joanna de Ângelis dá as dicas para vencer a depressão:

"Quanto mais te irritares e te entregares à depressão, mais forte se te fará o cerco e mais ocorrências infelizes tomarão forma.
Não te debatas até a exaustão, nadando contra a correnteza. Vence-lhe o fluxo, contornando a direção das águas velozes.
Há mentes espirituais maldosas, que te acompanham, interessadas no teu fracasso.
Reage-lhes à insídia mediante a oração, o pensamento otimista, a irrestrita confiança em Deus.
Rompe o moto-contínuo dos desacertos, mudando de paisagem mental, de forma que não vitalizes o agente perturbador.
Ouve uma música enriquecedora, que te leve a reminiscências agradáveis ou a planejamentos animadores.
Lê uma página edificante do Evangelho ou de outra obra de conteúdo nobre, a fim de te renovares emocionalmente.
Afasta-te do bulício e repousa; contempla uma região que te arranque do estado desanimador."


Não é fácil, eu sei. A tristeza sempre foi minha mais fiel companheira - embora eu não tenha grandes motivos para tê-la - e costuma se manifestar mais fortemente nos fins do ano, sempre associada ao Natal, tendo começado mais ou menos a partir de 2001. Quando foi em 2003, curioso com essa associação natalina, fui questionar Oráculo, que limitou-se a responder que eu me aproximava da idade em que fiz algo em outra vida, e que eu reviveria essa mesma situação novamente a título de teste. Desde então a "deprê de fim-de-ano" só tem aumentado, e descobri que na verdade ela perdura até meados de abril.

Esse ano a coisa estava tão séria que pela primeira vez eu passei a ouvir e gostar de Blues! Comprava 2 litros de Fanta Uva pra encher a cara, ouvindo repetidamente Julie London cantar Cry me a River. Já não queria escrever mais nada, nem estudar, nem sequer jogar Mario Kart (Vejam a que ponto cheguei!). O pior de tudo é não saber ao certo PORQUE se está deprimido! Geralmente eu me deprimo ao ver o Jornal Nacional, mas sei que as notícias ruins não estão realmente na causa. Como prova de que o microcosmo espiritual reflete no macrocosmo da vida exterior, as coisas ruins, que antes aconteciam ao meu redor e contribuíam de certa forma para o meu estado, lentamente se aproximaram de mim, como aquela nuvenzinha preta que fica em cima da cabeça da pessoa. Em 4 meses meu carro novo foi atingido por 3 vezes. Um dado estatístico bastante significativo, que me fez pensar que, se as coisas continuarem assim, eu poderia ser o próximo.

Mas, quem disse que sair da depressão é uma questão só de querer? Ler livros de auto-ajuda também não adianta, porque a pessoa REALMENTE deprimida vai lê-los da forma mais cínica possível. Ou seja, não adianta ser uma coisa externa, imposta ou auto-imposta, pra combater algo que está não no corpo, mas no fundo da alma. Até mesmo anti-depressivos só farão atacar os sintomas, nunca a causa. É preciso usar uma força INTERNA, que está adormecida, para sobrepujar a tristeza. E para mobilizar essa força faz-se necessário um "gatilho", que pode ou não ser externo. No meu caso, era. Aproveitei alguns dias de férias pra ficar em casa vendo filmes, e resolvi então matar a vontade de rever Superman: o filme, de 1976. O DVD com os extras é simplesmente fantástico, cobrindo todos os aspectos técnicos do filme, numa época em que não existiam computadores pra fazer os truques. Fiquei particularmente embasbacado com a declaração do diretor Richard Donner, em que ele fala que estragou a gravação do tema de Superman quando explodiu em aplausos e gritos de "gênio" para o compositor John Williams ao perceber que a música "falava" o nome do super herói exatamente na hora em que aparece o título do filme! Acreditam que eu nunca tinha notado esse detalhe? Isso me fez salivar pra ouvir a música-tema, e por sorte tinha no mesmo DVD faixas com as músicas em 5.1 canais (ou seja, ideal pra quem, como eu, tem equipamento surround). Lembro que quando eu era guri passava horas ouvindo o LP de Superman que meu pai tinha, "viajando" com as fotos e me imaginando voar como o próprio Super-Homem! Então imaginem a emoção que tomou conta de minha alma ao ser envolvido pelo tema principal com som cristalino, como se estivesse dentro da orquestra! Juro que quando os clarins "gritaram" SUPERMAN fiquei arrepiado dos pés à cabeça por mais de 30 segundos (de relógio!). Senti-me eletrizado por horas. Foi melhor que qualquer passe que já tenha tomado na vida. Ver o filme depois disso foi um reencontro com a criança dentro de mim, a criança que um dia acreditou que "um homem podia voar", e que, por não ter ninguém pra dizer o contrário, podia ela também voar livremente em pensamento, sentindo o vento no corpo e um friozinho na barriga. Fui salvo pelo Superman!

Após essa injeção artificial de ânimo, procurei sustentar a aura de alegria, mantendo-me um tempo afastado do blues e das coisas que poderiam me deprimir novamente, e me entreguei com prazer às artes digitais, que mantiveram minha mente ocupada e voltada para a beleza e a virtude. Usei também um outro artifício, esse mais próximo da magia (ou bruxaria), que foi levantar minha auto-estima de forma artificial, me imaginando sempre melhor do que realmente estava. Mandei a autocrítica pastar e levantei meu ego à estratosfera. O perigo dessa prática é você acabar gostando da coisa e tornar-se insuportavelmente poser, pedante e chato; mas, se feito com bom-senso, você obterá resultados satisfatórios num curto espaço de tempo. A dica aqui é: se você não se valoriza, ninguém valoriza você. Por que? Porque a nuvemzinha sobre sua cabeça vai impedir naturalmente que as energias dos outros sejam direcionadas a você. Só que obviamente quando você está deprê não vai conseguir levantar sua auto-estima nem a fórceps, então precisa do tal "gatilho" que lhe livre ao menos temporariamente do peso das "trevas". E aí você usa uma força proporcional e contrária à sua deprê no sentido de imantar (cobrir) seu corpo energético com uma aura de otimismo e confiança, que atrai, por afinidade, boas energias pra você. Isso serve até pra se conseguir empregos e namoros! É como se você saísse de uma teia viscosa onde tem um monte de caranguejos lhe puxando pra baixo, pra uma teia de luz onde um dá energia e sustentação ao outro. Apenas tenha cuidado pra sua vibração não cair de vez, de forma que os "da luz" não o alcancem e os caranguejos o peguem de novo...

Estamos sozinhos. Unidos, em nosso Universo holográfico, mas terrivelmente sozinhos nas questões de como conduzir nossa alma, porque mesmo que um grupo de espíritos de luz, anjos, devas, fadas, espírito santo - ou seja lá como queira chamar - esteja conosco (e muitos sentem que estão), eles não irão viver nossa vida por nós, nem tomarão as decisões por nós. Os méritos dos acertos são nossos. O demérito pela queda - e conseqüente responsabilidade - também. O lado bom é que, neste mesmo paradigma holográfico, quando alguém faz a coisa certa, todo mundo ao nosso redor se beneficia, embora só possamos mudar realmente o mundo através de nossas ações quando atingirmos uma massa crítica, algo que, infelizmente, ainda estamos longe de conseguir. Trabalhemos em nós mesmos, então.

Fiquem bem