terça-feira, 15 de dezembro de 2009

FUTURO/ COINCIDÊNCIAS


Nós adultos não nos empenhamos o suficiente na educação das nossas crianças, não lhes damos a bondade e compreensão que elas merecem, deveríamos dedicar todo o tempo necessário a essa tarefa.

Como continuamos a cometer esse erro (já a algumas gerações) dificilmente existirá um futuro melhor para a nossa civilização, claro que existem milhares de boas pessoas que se esforçam diariamente para deixarem um mundo melhor para as futuras gerações e melhores gerações para o mundo.


Algumas coincidências não são meras casualidades, são obra do tempo que calcula matematicamente os encontros e desencontros através de complexas equações que estão muito além da nossa capacidade de entender.

Continuar a arrumar tudo dentro de nós não é perca de tempo, é sim algo que nós levará a objectivos “diferentes”, algo em preparação para quando for tempo de “crescer”.

Colocar o bem comum acima de todas as coisas e procurar orientar os nossos passos a volta dessa questão, com o tempo, iremos nos aperceber que muitos dos problemas desaparecem e que a harmonia e a paz interior passa a reinar a maior parte do tempo.

Fiquem bem

sábado, 12 de dezembro de 2009

BIA


Chove e chove, creio que hoje apenas a chuva será uma constante, estou irrequieto, o hábito de trabalhar se segunda a sábado está bem enraizado, ficar em casa é “estranho”.

Enfio uma par de calças, T-shirt e um blusão e saio para um café matinal (totalmente despenteado! Hehehehe), a chuva caia suavemente, os meus pensamentos voam em câmara lenta, tudo está lento, já no café recordo-me que ainda não efectuei de forma efectiva a entrada no campo astral duma conhecida (esposa dum amigo e colega meu) para ajudar a encaminha-la, ela suicidou-se nesta ultima segunda-feira, já tinha feito uma tentativa de entrada na terça-feira, porem, não foi produtivo, demasiado tempo para a encontrar, depois ela ainda não estava preparada, estava enrolada envolta em pensamentos repetitivos (acabou, acabou, acabou) que não deixavam possibilidade de nada entrar.

Ontem a namorada sentiu a presença dela connosco no carro, o que quer dizer que ela já não está “congelada”, creio que hoje já será possível que ela siga.

Fiquem bem

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Noite Feliz (Dª Iara)


Para ter um período de sono nocturno tranquilo e reparador, podemos tentar implementar as seguintes situações:

1. Jantar cedo e comer pouco nesta refeição (para gerar pouca urina durante o sono, e ter o estômago vazio durante esse período).

2. Tomar um banho morno antes de ir para cama (para limpar os poros da pele, permitindo que ela respire mais livremente).

3. Certifique-se que possa haver renovação de ar no seu quarto de dormir, durante o seu período de repouso (para que as toxinas exaladas de nosso corpo sejam substituídas por ar puro; ar é o nosso principal alimento, não podemos passar cinco minutos sem ele).

4. Desligue todas as pequenas luzes que ficam acesas em seu quarto de dormir (luz de stand-by do televisor, mostradores de rádio-relógios, luz da rua que entra pela janela, etc.), para obter uma escuridão total no quarto (com isso maximizamos a formação de melanina pelo nosso corpo durante o sono).

5. Não use qualquer roupa (nu é ideal) que tenha elástico que vá apertar seu corpo durante o sono (desta forma não haverá bloqueios na circulação do sangue e da linfa durante esse período).

6. Logo antes de ir para a cama, esvazie completamente sua bexiga de toda urina, para diminuir a probabilidade de ter que levantar durante a noite para urinar. As pessoas, às vezes por preguiça, não levantam à noite para urinar, apesar de sentir vontade de fazer isso; isso não é adequado para sua saúde; devemos sempre atender o nosso corpo, assim que ele pedir.

7. Um breve período de meditação, logo antes de dormir, também contribui para acalmar nossa mente e para propiciar um descanso mais completo durante a noite. Portanto, evite ver televisão logo antes de dormir; nem faça exercícios físicos logo antes de ir para a cama.

8. Também é bom focarmo-nos em coisas monótonas e repetitivas, a nossa respiração é um bom exemplo

Bom sono!

ICC – Se tudo isto falhar, recomendo sexo, muito sexo (seja em que formato!) hehheehe não resisti (eu sei, eu não presto hehehehe)

Fiquem bem

domingo, 6 de dezembro de 2009

Relaxamento


Pois bem, vamos então falar do assunto

• Depois de bem dominada a respiração (tanto pulmonar como chakral), estará mais que na hora de iniciar na meditação de uma forma mais profunda, porem, antes, exercícios de visualizações guiados são deveras importantes (possivelmente imprescindíveis para a maioria da nós!)

• Mas (sempre existe um “mas”), como estamos relativamente ao relaxadamente muscular, bem, que consegue estar a vontade com a respiração chakral também deve estar a vontade com o relaxamento muscular, mas por via das dúvidas vou dar umas dicas.

• Embora seja uma “fórmula” bem antiga, funciona muito bem e é extremamente fácil, nada melhor para descontrair que não seja o oposto, isto é o contrair. Vou explicar como habitualmente faço, de qualquer forma, servir para mim não faz que seja forçoso servir para todos, quem tiver outra forma e que se sinta “em casa” nela que simplesmente a use.

Usualmente início de baixo para cima, não sei bem o motivo, apenas me sinto confortável assim!

Ok, iniciando, já com as respirações feitas, respirando com a “barriga” e de olhos fechado, numa posição confortável (não demasiada, pode levar a pessoa a dormir!)

Contrair os pés vigorosamente durante 3/4 segundos e soltar
Repetir mas suavemente durante 3/4 segundos e soltar

Contrair os músculos (barriga das pernas) vigorosamente durante 3/4 segundos e soltar
Repetir mas suavemente durante 3/4 segundos e soltar

Contrair as coxas vigorosamente durante 3/4 segundos e soltar
Repetir mas suavemente durante 3/4 segundos e soltar

Contrair a zona pélvica vigorosamente durante 3/4 segundos e soltar
Repetir mas suavemente durante 3/4 segundos e soltar

Contrair os abdominais vigorosamente durante 3/4 segundos e soltar
Repetir mas suavemente durante 3/4 segundos e soltar

Contrair os músculos dos braços e cerrar os punhos vigorosamente durante 3/4 segundos e soltar
Repetir mas suavemente durante 3/4 segundos e soltar

Os ombros, movimentar os ombros de uma forma suave e lenta durante o tempo que cada um sentir necessário, também a cabeça deve ser movimentada, para um lado, para o outro, rodar, “dizer” que não, “dizer” que sim, movimentar no sentido de ir aproximando ora de um ombro, ora do outro

Toda a face, contrair vigorosamente a face durante 3/4 segundos e soltar
Repetir mas suavemente durante 3/4 e soltar

A testa, muito importante descontrair a testa, muita tensão é acumulada na testa, contrair vigorosamente a testa durante 3/4 segundos e soltar
Repetir mas suavemente

Quando se sente que alguma parte do nosso corpo ainda não está descontraída, “vamos” lá e contraímos e descontraímos!

Este exercício de relaxamento serve para quase todos os outros exercícios meditativos!

Fiquem bem

domingo, 29 de novembro de 2009

É MENTIRA!!!!!!


Todos nós vivemos em mentira, até falamos umas verdades, porem, basicamente vivemos em mentira.
Demasiadas vezes falar verdade não passa de uma maneira de esconder as mentiras da vida, navegamos na mentira como os melhores marinheiros, mentir será como respirar, na maior parte das vezes nem de tal nos apercebemos, num formato inconsciente nem nos apercebemos desses jogos, é algo que se colou a sociedade.

Agora se queremos fazer alguma coisa para mudar esse hábito temos que ficar mais alerta, muito mais atentos, basta parar de imediato quando começamos a mentir, possivelmente nos primeiros tempos iremos descobrir que mentimos o dia todo.

Obvio que mentimos por uma ou outra razão, possivelmente até conseguimos fundamentar as razão de tal, porem, se atentos ficarmos, veremos que a maioria das mentiras não são por razão nenhuma, apenas e simplesmente mentimos, tornou-se apenas uma forma de ser, uma forma de estar, uma forma de viver.

Alguém chego e eu sorrio, demasiadas vezes o sorriso é mentira, estamos apenas a ser “educados”, na mesma forma de quando se diz algo a alguém apenas por “educação” (um bom dia, um vai correr tudo bem, etc.) é um mentira que lentamente vai crescendo e que se torna um hábito pessoal e social, ser “educado” tornou-se principalmente na arte de mentir!

Tento cada vez mentir menos, principalmente a mim mesmo, depois aos outros, no inicio, a energia gasta em contraria a mentira é desgastante, depois vem um tranquilidade, uma paz, um serenidade, porem, é MENTIRA, não acredites em mim, acredita em ti!

Fiquem bem

domingo, 22 de novembro de 2009

FAZER



O universo dispões de todas as oportunidades, é algo que se faz a quatro mãos, apenas temos que as agarrar (as oportunidades) e fazer algo de produtivo com elas, o maior “inimigo” será a nossa “preguiça” que segrega ao nosso ouvido que deitar um niquinho e deixar para amanhã é bem melhor.

Claro que não conseguimos fazer nem por perto o que a nossa imaginação propõe, mas que seria a vida sem isso mesmo, não é mesmo a sensação que nos falta algo que faz o mundo girar!

Todos os dias chegam novas ideias, claro que os velhos hábitos se opõem firmemente, que tal alimentar o que se deseja e fazer algo para os realizar!

Se a vida nos dá aparentemente limões bem azedos, que tal em vez de reclamar, fazer uma deliciosa limonada!

Fiquem bem

domingo, 1 de novembro de 2009

Antoine De Saint – Exupéry e o seu Principezinho!


Apenas e simplesmente o meu entendimento sobre o texto!



16.ª Edição da Editora Caravela Lda.



Grandiosa conversa do autor com a sua criança interior, sim, para mim é exactamente disso que o livro fala.







Pg 10 – “………… e dedicar-me antes à geografia, à história, à matemática e à gramática. Foi assim que, aos seis anos, me vi …….”



É a velha sempre actual “estória” da castração que a sociedade nos impõe, ainda hoje muito se utiliza essa forma de manipulação no formato sério de boas intenções, é errado mas quem o faz é com boas intenções, por isso, quase sempre sorrio quando me afirmam que o importante é a intenção!

Quando dizemos aos nossos filhos que têm de estudar dado que eles é que irão escolher se querem ser a Doutora Maria ou a tarefeira Maria, ao nossos pais em nada estão preocupados com a nossa felicidade, estão sim preocupados com a nossa segurança, sim, apenas e simplesmente por que já esqueceram o que é o amor, o que é a felicidade e simplesmente sentem a necessidade de nos forçar a ter segurança.



Pg 11 – “……Queria apurar se ela era mesmo capaz de perceber alguma coisa. Mas invariavelmente ……” “ …. tive uma avaria em pleno deserto….”



Sempre a eterna busca de quem vibra na mesma frequência, sempre a incessante procura das nossas “almas gémeas” e deserto tem o sentido de solidão, o deserto interior da nossa vida.



Pg 11 - (repetido dado aqui ser a parte mais “importante”) “Na primeira noite, deitei-me em cima da areia e adormeci……”



Para mim, é aqui, nesta noite que chegou o pacote de informação e o contacto com a criança interior, é nesta noite que tudo se passa, acontece com a entrega, com o abrir do coração. Como aparece? Aparece no formato de clique, assim “Por favor…. Desenha-me uma ovelha!”



Pg 14 – “isto é a caixa. A ovelha que tu queres está lá dentro.”



É a redescoberta da imaginação pura, algo que sempre ao longo da nossa educação foi sendo reprimido, é o ver com o coração!



Pg 22/23/24 – “E, com efeito ……. (até) …… com três arbustos…””



Tem a ver com a nossa limpeza interior, como um pequeno pensamento/ideia se pode tornar um conceito, depois um preconceito e depois uma obsessão se o/a deixarmos crescer, o discernimento da nossa balança interior tem que estar sempre afinado para realmente descortinar o que é importante e o que não o é!



Pg 27/28 – “ para que servem os espinhos? ………. “



Os espinhos são as nossas armaduras, as nossas mascarás, nelas nos sentimos protegidos, mas é apenas ilusório, não deixa que os outros nos vejam como realmente somos.



Pg 30 – “Amar uma flor …. (até) …. É tão misterioso, o país das lágrimas!”



Para mim, à melhor prosa, à mais simples e grandiosa que li sobre o amor incondicional!



Pg 30/31/32/33/34 – (todo o capitulo 8)



Uma excelente parábola sobre a aparente superficialidade, sobre o endeusar outros seres que obviamente têm capacidades mas não todas as capacidades, que são perfeitos em alguns aspectos mas não em todos!



Pg 34 – “….. passou a manhã a arranjar o planeta …….. “nunca se sabe” ….. uma data de aborrecimentos.”



É o trabalho diário que temos que fazer em nós, passamos imenso tempo a cuidar do nosso exterior e pouco tempo a cuidar do nosso interior.



Pg 36 – “A deus – disse a flor ….. vê lá se consegues ser feliz ….”



Realmente a nossa falta de frontalidade tem contornos dramáticos, a necessidade manipulativa que temos para forçar os outros a tomar darem o primeiro passo é terrível, isto, apenas por medo da rejeição.



Pg 36 – “Duas ou três lagartas terei que suportar se quiser saber como são as borboletas.”



É mesmo assim, sem escuridão que sentido teria a luz, sem tristeza que valor se daria à alegria, sem medo que como poderíamos ficar saciados pelo amor. Etc.



As visitas aos “planetas”



O Rei representa vontade de liderar, mas confundimos liderar com comandar, liderar é ser, comandar é dar ordens. É a auto-ilusão de um ser humano querer ser mais que outro ser humano.



O Vaidoso represente a necessidade que temos de sobressair da multidão, sobressair subjugando os outros, sobressair pisando os outros.



O Bêbado representa o apego a matéria, o circulo trabalho/casa/trabalho, representa a rotina, representa o estar perdido no meio de tudo.



O Homem de negócios representa a obsessão por algo que ganha uma dimensão tão grande que nos impede de ver mais, mais longe, mais fundo, de outra maneira.



O Acendedor de candeeiros o aumento de velocidade na nossa vida, a falta de tempo por não direccionarmos de forma útil esta vida que agora temos.



O Geógrafo representa os teóricos, os que se recusam a viver a realidade, os que apenas são cultos em frente a um monitor, os que falam de uma forma e actuam de outra, os que adquiriram demasiados conhecimentos e como não os foram aplicando na pratica agora se refugiam na imagem que criaram e de forma alguma sairão da “toca” pela incerteza de se conseguirão estar a altura da imagem que criaram para os outros.



Pg 62 – “Quando toco em alguém, devolvo-o imediatamente à terra de onde veio ….. Resolvo-os a todos – disse a serpente.”



Representação da morte e de como estamos aqui apenas numa forma transitória, não somos daqui!

Além disso com a “morte” física “toda” a informação fica ao nosso alcanço!



Pg 63 – O eco representa a nossa dificuldade em ouvir o que não nos agrada!



Pg 66 – “Julgava-me muito rico por ter ……mal me chegam ao joelho”



A dificuldade que temos em sair do nosso micro universo, o confortável (mas limitador) do chegar e disser ao empregado – o costumo se faz favor! – Sentimos que somos alguém importante, somos conhecidos e todos nos conhecem, mas, quando saímos, ou ficamos fascinados com o “exterior” e vamos em busca, ou voltamos para o conforto limitador do “costumo”.



Pg 66 - (todo o capitulo 11) “Foi então que a apareceu a raposa.”



Demasiado grandioso, nem me atrevo a comentar!



Pg 74 - (capitulo 12) O Agulheiro



Representa as pessoas que observam, estão certos que os outros estão errados, mas que pouco ou nada fazem para ajudar.



Pg 76 - (capitulo 13) O vendedor



Apenas a representação dos degraus que não nos levam a parte nenhuma.



Pg 81 – “Aquela agua muito mais que um alimento. Nascera da caminhada sob as estrelas, do canto da roldana, do esforço dos meus braços.”



Simplesmente e genuinamente o exercício puro da co-criação em acção.



Fico por aqui, é apenas uma coisa de nada comparando com a grandeza do livro, é apenas a minha opinião sobre umas pequeníssimas partes do livro, não tem de forma nenhuma de ser igual a tua, mas também pode ser, quem já leu, seria bom reler, quem nunca leu, que tal pensar em ler.



Fiquem bem

domingo, 18 de outubro de 2009

Tu és totalmente responsável por tudo que te acontece


Por Sílvio Mateus Tarquini, Psicanalista Clínico

E como melhorar? Primeiramente, é preciso se conhecer profundamente, para, em seguida, escolher e aplicar uma ferramenta adequada à sua autotransformação.

Inicie sua auto-análise perguntando-se: eu sou uma pessoa positivista?

Antes de responder, analise as seguintes situações comuns:

1. Quando alguém lhe pergunta COMO VAI? Você responde: "mais ou menos", "vou indo", "vou vivendo", "levando" ou desata a contar a todos os seus problemas. Se você se encaixa nessas situações ou similares, vai continuar MAIS OU MENOS, INDO, LEVANDO, VIVENDO como sempre, além de agravar os seus problemas por estar emanando repetidamente as respectivas ondas negativas cada vez que fala com alguém.

2. Quando fica doente, conta para todos, numa tentativa (consciente ou inconsciente) de atrair atenção (e a compaixão) pela dor? Se procede desta maneira, sua auto-estima deve estar muito baixa. É possível atrair a atenção (e a admiração) pelas suas qualidades que, com certeza, devem ser muitas.

3. No ambiente de trabalho, quantas vezes se flagrou pensando: "ninguém me dá o justo valor", "trabalho como um burro de carga e ninguém reconhece", "ele não faz nada e ganha muito mais do que eu, que injustiça", "ele é um incompetente", "esta empresa é uma droga" e outras que você já deve ter se lembrado.

Já lhe ocorreu que as pessoas ao seu redor REAGEM às ondas que você emite? Como quer ser reconhecido, ganhar mais, trabalhar numa empresa melhor, atrair bons colegas etc., se dentro de você existem apenas críticas e lamentações? Que ondas você está emitindo, positivas ou negativas?

4. Na área afetiva, quantas vezes se flagrou pensando "ninguém me ama", não consigo ter alguém", " fulano ou fulana vive me magoando", "pensa que me engana", "aposto que está mentindo", "quanta cobrança", "assim não dá", "se quiser, vai ser assim", "no início era gentil, agora ...", etc.

Como pode almejar um relacionamento harmonioso se não acredita em você e em seu parceiro ou parceira? Como quer ser amado ou amada se não se ama? Como deseja ter alguém, se não faz concessões? Como quer fidelidade se não acredita que isto seja possível?

No início falamos em crenças absorvidas de nosso meio, lembra-se? Quando era criança, quantas vezes ouviu de seus pais "você não faz nada direito", "esta conversa é de adultos, retire-se", "você é irresponsável", "não adianta mesmo, você não aprende" etc. As críticas sempre foram muito mais enfatizadas do que os elogios. E se já tem filhos, quantas vezes falou o mesmo para eles, quantas críticas foram feitas em relação a cada elogio?

Assim, como alguém tão humilhado e desvalorizado poderá se tornar uma pessoa positivista?

Ainda no ambiente familiar, quantas vezes presenciou discórdias entre seus pais? E quantas vezes os presenciou namorando? Qual foi a imagem que eles projetaram da vida, fácil, agradável ou dura e difícil? E se você já tem filhos, qual é a imagem que está projetando para eles?

Como você está neste momento de sua vida? Feliz, saudável, satisfeito sob todos ou quase todos os aspectos? E você acredita que isto é possível? Ou costuma afirmar que "não se consegue tudo na vida, quando um lado está bom, o outro despenca" ou " até que enfim algo de bom está acontecendo para COMPENSAR o resto". Então você acredita que o bom somente existe como forma de compensação?

Finalmente, reflita sobre os aspectos positivos de sua vida. Você consegue enxergá-los mesmo em situações bastante complexas? Ou presta mais atenção aos aspectos negativos? Quando se lembra do passado, fica remoendo os maus acontecimentos ou adora se lembrar dos bons? Você agradece, antes de dormir, por tudo de bom que lhe ocorreu ou dorme pensando nos problemas?

Depois desta análise, responda-me, você é uma pessoa positivista?

Fiquem Bem

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

O Pequeno João Sem Nome


Alguém saberá a quem dedico estas linhas!

O Pequeno João Sem Nome nem um mês de vida durou, já estava doente quando nasceu, aqueles que lá estavam mal o mantinham vivo, eles no íntimo sabiam que não iria conseguir, apenas o podiam manter quente e alimentado, ele morreu por conta própria, assim como se esperava.

O Pequeno João Sem Nome veio e foi, aparentemente num piscar de olhos, menos de um mês de sofrimento e tristeza, possivelmente a maioria de quem lê estas linhas nem por sombras quereria lá ter estado, usualmente nós não pensamos sobre isto, porem, também não podemos fingir que não existe.

Humanistamente, qualquer um de nós que tivesse junto dele teria chorado cada minuto da sua vida, isto porque somos construídos para amar, cada célula do nosso corpo é projectada para se preocupar com as crianças, agir quando se vê uma injustiça.

Então podemos perguntar, onde e como se encaixa então o esquema no Universo? Onde está Deus para deixar inocentes sofrerem assim?

Podemos dizer, e para quê, qual a necessidade de passar por aquilo?

Familiares e amigos deram suporte aos pais, que estavam transtornados, muitos deles com uma intensidade incrível, alguns ficaram de joelhos diante de Deus, implorado aos Santos, chamando por Deus, outros foram a igreja procurar apoio, todas as pessoas espirituais a sua volta rezaram para que o Pequeno João Sem Nome melhorasse, eles oraram para Deus: Pediram por um milagre!


Os Pais, eles pediram aos Santos para estarem com ele, para o ajudarem em tudo, pediram para que os Anjos o protegessem e o curassem, ficaram de joelhos, choraram e lamentaram, assim como pais amorosos fazem em situações horríveis como esta. Depois seus amigos vieram e colocaram suas mãos sobre eles, abraçaram e seguraram suas mãos.

Ele não sobreviveu, os detalhes do toda a situação deixariam cicatrizes na memória dos
Pais para toda a vida, alguns dos amigos que oraram arduamente viraram-se contra Deus. Eles disseram, o que adianta rezar se não funciona? Onde estavam os santos quando precisamos deles? Alguns descartaram seus santos, e muitos precisaram fazer a pergunta: Onde estava Deus quando o pequeno João sem nome precisou dele?

O Pequeno João Sem Nome tinha um Eu Superior, 0 Pequeno João Sem Nome e aquele Eu Superior tinham um acordo para virem para a Terra para criarem exactamente o que aconteceu, para passar por aquilo.

Apesar das preces, apesar de todo o potencial de intervenção angelical, nenhuma entidade exterior neste planeta pode mudar a absoluta livre escolha de outro ser humano, o Pequeno João Sem Nome estava em contacto com seu Eu Superior duma forma que possivelmente poucos podem compreender.
Juntos num nível bem mais elevado e mais grandioso do que se pode imaginar que uma criança pudesse ir, ele e seu Eu Superior reviram o motivo pelo qual ele tinha vindo para a Terra, quando esta revisão terminou, o Eu Superior fez uma pergunta para ele: queres mesmo por isto? Qual é a tua decisão?

Por que isto deveria acontecer? O que o Pequeno João Sem Nome sabia algo que era desconhecido por nós, num nível preenchido com sacralidade, ele sabia que o que iria aconteceu afectaria muitas pessoas, algumas precisavam de examinar a espiritualidade, algumas precisavam de sair de cima do muro e decidir qual o significado de Deus.

Cada um teria uma reacção, uma reacção que poderá durar uma vida inteira, o aparente sacrifício de um foi preparado para providenciar a iluminação para alguns.

O Pequeno João Sem Nome não era tão pequeno assim, ele era um gigante entre os humanos.

Foi-se embora e logo em seguida e voltou, isto é, assim que foi apropriado, ele até se juntou novamente ao mesmo grupo que tinha deixado.

Eles nunca perceberam, talvez nem acreditassem.

Fiquem bem

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

DESCULPA (ou talvez não!)


Usualmente quando somos apanhados em erros (e tal reconhecemos) pedimos desculpa, pois, raramente serve de alguma coisa, raramente aprendermos e interiorizamos o erro para servir de aprendizado, o que na maioria das vezes queremos é limpar a nossa imagem num relâmpago político e manipulador.

Quando realmente o pedido de desculpa é genuíno, realmente aprendemos, isto é, possivelmente nunca mais iremos repetir esse mesmo erro, então sim, ficamos então um pouco maiores por dentro, com mais umas coisas arrumadas, permite então que passe a existir espaço para o que se seguir!

Possivelmente em vez de “desculpa” seria melhor dizer “não leves a mal”

Fiquem bem