sábado, 14 de março de 2009

SER


Bem difícil é viver de forma plena sem primeiro aceitarmos como somos, enquanto não aceitamos o que somos dificilmente partimos para outros voos, basicamente mudamos é os cenários e as dificuldades continuam noutro formato e não se dissolvem.

Possivelmente a maior parte das nossas frustrações tem a ver com a nossa aparência, estamos constantemente a querer ser/ter (ou gostaríamos) outro formato, gostar de nós como somos nada tem a ver com resignação, tem a ver é com o apreciamos o nosso corpo a cada segundo (mesmo quando ele “falha”), somos tão compreensivos com os outros e extremamente intolerantes connosco, isso é algo errado e que trás consequências futuras menos positivas.

Equilibrar o físico com o emocional será sem duvida um dos primeiros passos para reduzir gradualmente os conflitos internos, só a partir desse ponto é que se poderá então crescer, modificar o nosso ser, sonhar é importante, criar alicerces equilibrados a esses sonhos irá fazer de catalizador que nos irá predispor a deixar de divagar.

Simplesmente a dor se extingue!

Fiquem bem

sexta-feira, 13 de março de 2009

MENTE


Por causa da mente sexualmente reprimida, ela tornou-se sexualmente faminta!

Fiquem bem

quinta-feira, 12 de março de 2009

TEORIA .......


Já faz alguns anos em que pensei numa teoria, esquecer tudo o que é considerado espiritualidade e substituir pela palavra ciência.
Vou tentar explicar algo que nem eu ainda entendi.
Iniciando hoje, como será a nossa ciência daqui a 10 anos? 100 anos? 1000 anos, 100.000.000 anos? Será que o nosso corpo ainda é necessário para transportar a nossa essência?!

Alguém questionou “o universo existiria se nós não o olhássemos?”

Possivelmente não, sim, não existiria, basicamente estamos dentro de uma sala de realidade virtual (mas que sala!)

Somos parte de algo que não tem nome, algo que se esqueceu de onde veio, algo que busca incessantemente de onde veio, algo tão antigo e incompreensível neste nosso formato humano, algo que busca quem é de onde veio, algo que pensa que foi abandonado por “alguém”

A teoria da evolução apenas conta menos de metade e de forma duvidosa, o início do homem foi na sua capacidade máxima dentro que é possível neste formato humano, tínhamos o ADN completo e todas as capacidades. Mas de que servia ter tudo e saber tudo, estar em cima da montanha sem saber o que era subir a montanha. Com consenso, foi decidido que era necessário descer ao fundo do abismo para fazer a escalada, seria conseguido, claro que sim, não é um jogo, é algo que poderá sempre ser ajudado sempre que tal for necessário.

No inicio, vagarosamente, geração após geração vão nascendo crianças cada vez menos capacitadas (o inverso do que se passa agora), manipulação genética para acelerar o processo, redução de ADN e aos poucos seres menos capazes ficam senhores de tecnologia sensível que necessitava de saber, discernimento e sentimentos puros para ser manuseada, paz e harmonia começam a dar lugar a vícios, intolerância e sede de autoridade, pouco a pouco castas se formam, a guerra, algo até então desconhecido faz a sua entrada e pouco a pouco tudo vai implodindo e inicia-se uma verdadeira era das trevas em que tudo se vai perdendo, tudo mesmo, inclusivo a capacidade de comunicação, ficamos reduzidos a algo um pouco acima dos animais mamíferos.

Quando chegamos a esse ponto (que fazia parte do projecto), nós mesmo invertemos a vibração e muito vagarosamente iniciamos a subida da montanha (ainda estamos a meio), sempre que necessário nós próprios nos vamos ajudando com envio de vibração sempre um pouco acima da nossa, a nossa vibração é recolhida e reenviada já num formato de vibratório umas oitavas mais elevadas, manipulação genética também é pratica corrente, basicamente é o procedimento inverso.

Existem 11 dimensões (11 salas de realidade virtual) para este trabalho, estamos em todas ao mesmo tempo no estágio adequado, o tempo não existe, nem existem 11 corpos iguais, existe a essência de cada indivíduo indivisível que está nas 11 dimensões e que não está em nenhuma. A capacidade e percepção de comunicação de cada um consigo próprio em termos multidimensionais vai sendo mais fácil conforme vai aumentando o digito da dimensão onde estamos focados, entre a primeira e segunda apenas alguma vibração pode passar, receptor fraco, emissor apenas um pouco menos fraco, entre a primeira e a oitava, receptor fraco, emissor forte mas colide com a densidade da primeira dimensão, seria exaustivo expor todos os cenários, creio que me fiz entender.

Partindo do princípio “aceite” que estamos na terceira perto da transição para a quarta, sendo a terceira o início mais visível de algum aumento de vibração e de algum aumento de capacidade do nosso ADN (mais dados ao dispor), inicia aqui uma melhor interacção com a dimensão seguinte, obvio que não é comunicação plena e clara, bem a emissão vinda da quarta é de forma bem mais clara do que a recepção aqui por nós na terceira. Figurativamente sopra uma leve brisa da quarta para nós, pouquíssimos absorvem a brisa e por sua vez sopram luz, muitos resfriam, ficam com febre e deturpam a luz, muitos mais fecham a janela para não resfriarem e apenas uma insignificância de ar passa, pouco a pouco todos nós saberemos absorver a brisa sem medos.

O “salto” dimensional para a quarta (sala de realidade virtual) não é natação sincronizada, mas também o pode ser, hoje (neste conceito de tempo) pode apenas um dar o salto como podem dar cem mil, tudo a seu tempo, cada um a sua maneira, mas sempre suave, é simplesmente voltar a nascer num outro mundo totalmente diferente, com um veiculo físico totalmente diferente, num mundo totalmente diferente sem ainda recordações da terceira (no mesmo formato em que não as temos da segunda!). Nos deparamos num mundo em que a tecnologia é avançadíssima, em que se começa a dar os primeiros passos nas viagens interdimensionais e pouco a pouco se vai ajudando de uma forma mais ou menos camuflada um povo menos avançado sem ainda saber que faz parte de um projecto maior, vamos como seres da quarta dimensão viajando pelas dimensões recolhendo dados, vigiando, e fazendo manipulações genéticas ora no sentido evolutivo, ora o inverso (dependendo qual a dimensão alvo).

Mas quem somos nós, nós somos o perfeito motor eterno, somos energia auto geradora de nós próprios, fomos criados por nós próprios, da mesma forma que criaremos os nossos criadores no fim de mais um ciclo, é necessário esquecer o principio, o principio é o fim e vice-versa, nunca nada começou, simplesmente tudo já era, sempre foi, sempre será, insistir na pergunta como tudo começou é perca de tempo, repito nada começou, apenas sempre foi. O big bang não é mais que uma repetição infindável de um novo “jogo”, uma nova era, sempre que um universo chega a “meta” deixa de expandir, faz o caminho de volta para uma única esfera e tudo recomeça, figurativamente é como juntar as cartas, baralhar de voltar a jogar.

Cada dimensão (ou sala virtual) é apenas responsável por ela própria, todas as alterações feitas no passado apenas se reflectem nessa mesma dimensão não afectando qualquer das outras, somos apenas um, apenas um mas com um número infinito de faces. Mas quem opera as salas virtuais!? Pois, somos nós próprios, somos nós que tudo fazemos, tudo sentimos, tudo experenciamos, tudo decidimos.

Fiquem bem

quarta-feira, 11 de março de 2009

Falso Optimismo


Longe de mim querer ser ou servir de modelo para quem quer que seja ou para o que for.
Este assunto já faz algum tempo que anda na minha mente, só hoje decidi pensar por escrito.

Bem, possivelmente, primeiro terei que pensar sobre o que é o optimismo, indo ao dicionário encontramos isto:

“Sistema ou filosofia dos que têm fé no progresso moral e material da humanidade, na melhoria das condições actuais, na evolução social para o bem e para o óptimo; disposição natural ou tendência para ver as coisas pelo lado bom, esperando sempre uma solução das situações ainda muito difíceis.”

Sendo assim, para definir o falso optimismo bastaria fazer isto:

“Sistema ou filosofia dos que não têm verdadeira fé no progresso moral e material da humanidade, nem na melhoria das condições actuais, nem na evolução social para o bem e para o óptimo; nem na disposição natural ou tendência para ver as coisas pelo lado bom, não esperando sempre genuinamente uma solução das situações ainda muito difíceis.”

Pois, possivelmente um pouco rebuscado, possivelmente não bastará usar o sim ou não, o preto ou o branco, possivelmente é muito mais complexo!

Sempre existiu o “claro que tudo vai correr bem”, o “fica descansado que a operação vai ser um sucesso”, etc., algo que pode ou não ser falso optimismo em relação directa com os outros, algo que mesmo sento falso poderá servir de mola impulsionadora (ou não) para um maior relaxamento de terceiros e também para nós próprios, enfim, mas não é disso que quero falar, é sim do falso optimismo próprio!
Mentir a mim próprio será sem dúvida terrível, mentir aos outros é um pouco menos, onde está a fronteira, onde está o “lucro”?

Por exemplo, numa aplicação energética, o paciente pode pensar:

A- Que sim, vai ser curado (seja no formato que for)
B- Nada (ausência de pensamentos)
C- Que talvez
D- Que não

Por seu lado, quem faz a aplicação pode pensar:

1- Nada (ausência de pensamento)
2- Que sim
3- Que não
4- Que talvez

Seja qual for a combinação que se quiser fazer, qualquer uma delas terá uma taxa de sucesso elevada, mesmo que de forma intermitente desde que o negativo para o sim ou para o nada, quando é o inverso ou totalmente intermitente em formato rotativo os resultados são menos intensos.

Então, o que é que nos faz pensar que vai tudo correr bem e ouvir outra voz a dizer que não vai, será a falta de paciência, a experiência do passado, o medo de ir em frente, etc.?

Não será o falso optimismo uma luta interna do “o que quero ser e o que não quero ser”, onde nos leva isso, qual de nós não duvida nem que seja por uma fracção de segundo?

Fiquem bem

ICC-Escrevi isto já fez uns anitos

terça-feira, 10 de março de 2009

Egregora

Todos por uma causa…………. Retirando a parte politica, os conceitos, as ideologias, as diferenças culturais, realmente é assim, quando muitos se juntam para concretizar um objectivo comum, realmente algo de belo vem a tona! Fiquem bem

quinta-feira, 5 de março de 2009

Drogas


Não posso deixar de comentar um fato que ocorreu ontem.
Meu filho mais velho (17) estava tendo uma conversa com o mais novo (10) e não pude deixar de sentir uma grande emoção misturada com a sensação de dever cumprido.
Quando meu filho mais velho tinha a mesma idade que o mais novo tem agora, estávamos voltando para casa quando parei num farol e alguns garotos entre 14 e 17 anos estavam pedindo dinheiro, não dei nada para eles e meu filho perguntou por quê?
Eu respondi que o dinheiro seria usado para comprar drogas e ai que veio a pergunta que de todas que já havia feito foi a mais constrangedora.
- Pai o que a gente sente quando usa drogas?
Fiquei perdido por um momento, como poderia responder de uma maneira que ele entendesse.
Refleti um pouco e ele repetiu a pergunta, mas dessa vez tinha uma resposta:

Filho, quando se usa pela primeira vez é “maravilhoso”, é como vc estivesse em um avião voando em um céu azul límpido, e quando abre a porta vc vê bem abaixo um lago de um azul brilhante, vc pula, abre o pára-quedas e vai descendo lentamente sentindo a brisa em seu rosto, quando chega na água a sensação é ainda mais prazerosa, a água esta fresca, deliciosa.

Ele ficou confuso e disse: - Não entendi.

Calma tem a segunda vez. Disse a ele.

Na segunda vez vc usa com uma vontade incontrolável esperando repetir aquelas sensações maravilhosas, e ai vai.

Vc se vê novamente no avião só que o céu esta com algumas nuvens e quando abre a porta o lago esta com uma aparência meio turva, vc salta e abre a porá-quedas e desliza até o lago, mas parece que o ar esta quente e a descida é mais rápidos, quando chega na água ela esta meio morna e com um cheiro estranho.

Ele me olhava com curiosidade, já sabia que a estória não acabaria ali.

E tem a terceira vez.
Vc não desiste, tem de sentir tudo aquilo da primeira vez e usa novamente.

Vc se vê no avião só que o céu esta escuro o avião balança muito, dessa vez alguém te empurra para fora, não da nem tempo de abrir o pára-quedas, cai de cara no lago, dessa vez poluído fétido e pegajoso, pronto esta viciado.

E vem a quarta vez, vc não esta mais no avião dessa vê direto no lago só que não parece um lago e sim uma fossa enorme cheia de excrementos, vc tenta manter a cabeça pra fora mas sempre aparece alguém para pisa-la e fazer vc afundar.
Para sair vc precisar de muita força de vontade e da ajuda das pessoas que te amam.

Depois de tanto tempo ele não esqueceu e transmitiu para o irmão mais novo, é uma coisa que emociona qualquer pai.

Marcos Castilho

Fiquem bem

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Dá liberdade a loucura!


01. Quando estiveres com uma só pessoa no elevador, dá-lhe um toque no ombro finje que não foste tu.

02. Aperta os botões do elevador e finje que eles dão choque. Sorri e faz mais vezes.

03. Oferece-te para carregar nos botões para os outros, mas aperta os botões errados.

04. Deixe cair uma caneta e espere até alguém se oferecer para a agarrar, aí gritas: “É pá, é minha!”

05. Leva um Monopólio e pergunte para as pessoas se elas querem jogar.

06. Quando a porta se fechar, fala: “Tudo bem. Não entrem em pânico. Ela abrirá novamente”.

07. Mata moscas que não existem.

08. Grita: “Abraço de grupo” e faz intenção de iniciar.

09. Faz caretas dolorosamente enquanto bates na testa e vais murmurando: ”Calados, todos, calem-se!”.

10. Abra tua pasta ou bolsa, e enquanto olhas lá para dentro dentro, pergunta: “Tens ar suficiente aí dentro?”

11. Fica quieto e parado no canto do elevador, de costas para todos.

12. Olha para outro passageiro durante algum tempo, e grita com horror: “És é um deles!”, e recua devagar.

13. Ausculta as paredes do elevador com um estetoscópio.

14. Faz barulhos de explosão quando alguém carregar num botão.

15. Levante a mão e diz sorridente, ”Quem vai parar no próximo andar põe o dedo aqui”.

16. Olha outro passageiro por algum tempo, e diz: “Estou usando meias novas”

Loucos contra a indiferença! Eheheehehheehehee

Fiquem bem (e divirtam-se)

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Doar aos outros ………………….


Dois homens, seriamente doentes, ocupavam o mesmo quarto em um hospital. Um deles ficava sentado em sua cama por uma hora todas as tardes para conseguir drenar o líquido de seus pulmões. Sua cama ficava próxima da única janela existente no quarto.

O outro homem era obrigado a ficar deitado de bruços em sua cama por todo o tempo. Eles conversavam muito. Falavam sobre suas mulheres e suas famílias, suas casas, seus empregos, seu envolvimento com o serviço militar, onde eles costumavam ir nas férias.
E toda tarde quando o homem perto da janela podia sentar-se ele passava todo o tempo descrevendo ao seu companheiro todas as coisas que ele podia ver através da janela. O homem na outra cama começou a esperar por esse período onde seu mundo era ampliado e animado pelas descrições do companheiro.

Ele dizia que da janela dava para ver um parque com um lago bem legal. Patos e cisnes brincavam na água enquanto as crianças navegavam seus pequenos barcos. Jovens namorados andavam de braços dados no meio das flores e estas possuíam todas as cores do arco-íris. Grandes e velhas árvores cheias de elegância na paisagem, e uma fina linha podia ser vista no céu da cidade.

Quando o homem perto da janela fazia suas descrições, ele o fazia de modo primoroso e delicado, com detalhes e o outro homem fechava seus olhos e imaginava a cena pitoresca. Uma tarde quente, o homem perto da janela descreveu que havia um desfile na rua e embora ele não pudesse escutar a musica, ele podia ver e descrever tudo. Dias e semanas passaram-se assim.

Uma manhã a enfermeira do dia chegou trazendo água para o banho dos dois homens mas achou um deles morto. O homem que ficava perto da janela morreu pacificamente durante o seu sono a noite. Ela estava entristecida e chamou os auxiliares do hospital para levarem o corpo embora.

Assim que julgou conveniente, o outro homem pediu a enfermeira que mudasse sua cama para perto da janela. A enfermeira ficou feliz em poder fazer esse favor para o homem e depois de verificar que ele estava confortável o deixou sozinho no quarto. Vagarosamente, pacientemente, ele se apoiou em seu cotovelo para conseguir olhar pela primeira vez pela janela. Finalmente, ele poderia ver tudo por si mesmo.

Ele se esticou ao máximo, lutando contra a dor para poder olhar através da janela e quando conseguiu faze-lo deparou-se com um muro todo branco. Ele então perguntou a enfermeira o que teria levado seu companheiro a descrever-lhe coisas tão belas, todos os dias se pela janela só dava para ver um muro branco?

A enfermeira respondeu que aquele homem era cego e não poderia ver nada mesmo que quisesse. Talvez ele só estivesse pensando em distrai-lo e alegrá-lo um pouco mais com suas historias.

Autor Desconhecido

Fiquem bem

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

OS 12 PRINCÍPIOS PARA A CURA DAS ATITUDES


01. A essência do nosso ser é o Amor.

02. Ter saúde é ter paz interior. Curar-nos é abandonarmos o medo.

03. Dar e receber são uma e a mesma coisa.

04. Podemos desprender-nos do passado e do futuro.

05. O «Agora» é o único tempo que existe, e cada instante é para nos doarmos.

06. Podemos aprender a amar a nós mesmos e aos outros perdoando, ao invés de julgando.

07. Podemos transformar-nos em pessoas que vêem o amor e que unem, em vez de pessoas que vêem o erro e que desunem.

08. Podemos escolher direccionar-nos para a paz interior, independentemente do que está a acontecer no exterior.

09. Somos alunos e professores uns dos outros.

10. Podemos concentrar-nos na totalidade da vida e não nos seus fragmentos.

11. Sendo o Amor eterno, não existe razão para temer a dor e a morte.

12. Podemos sempre ver a nós mesmos e aos outros como seres que ou oferecem amor ou suplicam ajuda.


Peregrina

Fiquem bem

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Pré-ocupado


"“Ami estava contemplando umas aves que corriam em grupo pela praia, colhendo algum alimento que as ondas depositavam na areia. Lembrei-me que era tarde...

- Tenho que ir embora... a minha avó...

- Ainda está dormindo.

- Estou preocupado.

- Preocupado? Que tolice.

- Por quê?

- "Pré" significa "antes de". Eu não me "pré-ocupo"; ocupo-me.

- Não entendi, Ami.

- Não passes a vida a imaginar problemas que não aconteceram nem vão acontecer. Desfruta o presente. A vida é curta. Quando aparece um problema real, então te "ocupas" dele. Acharia correcto que nós estivéssemos preocupados imaginando que podia aparecer uma onda gigante e nos devorar? Seria uma tolice não desfrutar este momento, nesta noite tão linda... observa essas aves que correm sem preocupação... por que perder este momento por algo que não existe?

- Mas a minha avó existe...

- Claro, mas não existe nenhum problema com isso... E este momento, não existe?

- Estou preocupado...

- Ah terrícola, terrícola... Está bem, vamos ver a tua avó.”


em “Ami – o menino das estrelas”, adaptado



É algo que fazemos quase todo o instante. Pré-ocupar-nos.
Ao nos ocuparmos de problemas que não são reais, perdemos, em todo o sentido, o momento real, aquele que acontece no “agora”.

Assim como acontece perdermos a consciência do agora ao nos ocuparmos de algo que não está a acontecer neste momento, deixamos de nos pré-ocupar das coisas ao termos consciência do momento. Uma coisa leva a outra... qual prefere?

Ficarmos preocupados com algo que pode acontecer desencadeia mecanismos dentro de nós que nos causam desconforto. Estar ansioso, triste, angustiado é desconfortável. Vamos dando espaço para que essas emoções cresçam e nos ocupem e perturbem cada vez mais, vai fazendo doer mais a cabeça, envenenando mais o corpo... mas não resolve nenhum problema que possa surgir. Bem pelo contrário, vai tirando a consciência do momento, em que podemos ser, estar e fazer de forma diferente, em que podemos apreciar a vida e as suas belas cores.

É difícil, mas é tudo uma questão de treino. Ao compreendermos totalmente o alcance desta escolha, torna-se tudo mais fácil. Resta então apreender, integrar.

Assim que nos dermos conta de que estamos a pré-ocupar-nos de algo que não está a acontecer, temos a oportunidade de voltar ao agora. Assim é o mesmo quando estamos a prever algo. Pré-ver. Não é apenas uma questão de semântica!
É comum ouvir “já estou a prever o que vai acontecer”. Mas não o ouvimos apenas aos outros.

Quantas vezes algo nos foge do controle e começamos a antecipar o resultado da situação? Na maioria das vezes constatamos que não aconteceu aquilo que “previmos”. Mas no decorrer do processo houve um desgaste desnecessário e muitos momentos em que não tivemos consciência da vida, por assim dizer. Além de que ao antecipar algo, ao vibrar nessa direcção, acabámos por nos fechar a muitas outras janelas que se possam ter aberto e podemos ter aberto algumas que não desejávamos naquele momento.

Como Ami diz no livro... Preocupado? Que tolice. Porquê perder este momento por algo que não existe?

Fonte: universo de luz

Fiquem bem